A seleção do Senegal conquistou o título da Copa Africana de Nações de 2025 na noite desse domingo (18/1). Em uma final marcada por tensão, polêmicas e até um pênalti de cavadinha desperdiçado por Brahim Díaz, os senegaleses venceram o Marrocos por 1 a 0 na prorrogação, no Estádio Príncipe Moulay Abdellah, em Rabat, capital marroquina.
A decisão foi cercada de controvérsias no fim do tempo normal. Aos 52 minutos do segundo tempo, após consulta ao VAR, o árbitro assinalou pênalti para o Marrocos em lance envolvendo Brahim e Diouf. Pouco antes, o Senegal havia tido um gol anulado por falta em Hakimi, o que provocou forte revolta da equipe.
Irritado com a marcação, o técnico Pape Thiaw ordenou que seus jogadores deixassem o campo e seguissem para o vestiário como forma de protesto. O capitão Sadio Mané, no entanto, interveio e pediu o retorno dos atletas ao gramado.
Na cobrança, Brahim Díaz tentou uma cavadinha, mas facilitou a defesa de Mendy, levando a partida para a prorrogação com o placar ainda zerado. No tempo extra, Pape Diouf marcou o gol da vitória e garantiu o título aos senegaleses.
Protesto pode gerar dor de cabeça
Apesar da conquista, os atletas foram repreendidos por Gianni Infantino, presidente da Fifa, que condenou o protesto em suas redes sociais. “Devemos sempre respeitar as decisões tomadas pelos árbitros dentro e fora do campo de jogo. As equipes devem competir em campo e dentro das Leis do Jogo, porque qualquer coisa diferente disso coloca em risco a própria essência do futebol”, afirmou.
Além disso, jogadores do Senegal podem sofrer punições e até perder a Copa do Mundo deste ano. De acordo com o regulamento da Copa Africana de Nações, a manifestação pode resultar em suspensões e multas que variam de 50 mil euros (R$ 312,3 mil) a 100 mil euros (R$ 624,6 mil).
