A poetisa e professora mineira Adélia Prado, de 90 anos, recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital São Judas Tadeu, em Divinópolis, na manhã desta quarta-feira (28/1), e foi transferida para uma unidade de internação comum para dar sequência ao tratamento antibiótico e à reabilitação. Em nota oficial, a instituição informou que a escritora apresenta quadro de estabilidade clínica e evolução considerada satisfatória.
Adélia Prado estava internada desde 19 de janeiro, quando sofreu uma queda dentro de casa. O acidente resultou em fraturas no fêmur, no cotovelo e no punho. Ela precisou ser submetida a duas cirurgias ortopédicas para tratar as lesões. Além disso, sofreu complicações renais, o que motivou a internação inicial em terapia intensiva.
Nos últimos boletins médicos, o hospital já registrava a melhora clínica progressiva da poetisa. Ela segue em observação e recebe assistência contínua da equipe de saúde.
Legado
Nascida em Divinópolis em 1935, Adélia Prado é considerada uma das mais importantes vozes da literatura brasileira contemporânea, com uma carreira que ultrapassa cinco décadas. Sua obra poética e em prosa é marcada pela reflexão sobre o cotidiano, a espiritualidade e a condição humana, em linguagem que mistura o sagrado e o mundano.
Entre os livros mais conhecidos da mineira estão “Bagagem”, “O Coração Disparado” e “Solte os Cachorros”. A autora também já foi agraciada com importantes prêmios literários, incluindo o Prêmio Machado de Assis e o Prêmio Camões, em 2024.
