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‘Alarmante’: auditoria independente alerta para contaminação da Lagoa da Pampulha

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O levantamento apontou a presença de mais de 15 tipos de metais, incluindo alumínio, titânio, zinco e cobalto (Foto: Pedro Vilela / MTur)

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Uma auditoria independente, realizada pela empresa Infinito Mare, identificou níveis “alarmantes” de contaminação na Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte, patrimônio cultural da Unesco. Durante três meses, especialistas monitoraram a água usando boias tecnológicas, conhecidas como caravelas, que analisaram a presença de metais pesados, pesticidas, óleos lubrificantes e micro-organismos. O assunto foi discutido em audiência pública, nesta segunda-feira, na Câmara Municipal de BH.

O levantamento apontou a presença de mais de 15 tipos de metais, incluindo alumínio, titânio, zinco e cobalto. Entre os achados mais preocupantes, segundo a empresa responsável, está o lantânio, mineral raro e não natural no Brasil. De acordo com a auditoria, sua concentração na lagoa é 3,85 milhões de vezes maior do que os limites internacionais considerados seguros.

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Segundo o estudo, o lantânio entrou no ecossistema por meio do produto Phoslock ( produto de tratamento de água para remover o excesso de fósforo e restaurar a qualidade da água), que seria utilizado há mais de dez anos pela Prefeitura de Belo Horizonte em parceria com o consórcio Pampulha Viva. O produto, segundo o levantamento, acumulou no fundo da lagoa, causando assoreamento e riscos à saúde humana e à fauna local.

“Estamos estocando lantânio na Pampulha, e isso é algo extremamente sério. Trata-se de um metal pesado que não é natural do Brasil, aplicado de forma contínua e sem fiscalização adequada”, afirmou o vereador Braulio Lara (Novo), que solicitou a audiência.

Vereadores e especialistas alertam que o uso prolongado do Phoslock, aliado à ausência de fiscalização,teria transformado a lagoa em um depósito tóxico de difícil reversão. A situação motivou discussões sobre novas tecnologias de tratamento, com participação da Copasa, universidades e empresas ambientais. Segundo os especialistas, apenas a combinação de métodos complementares pode recuperar a qualidade da água.

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Por meio de nota, a PBH informou que acompanha de forma contínua as ações de monitoramento e recuperação da Lagoa da Pampulha, em articulação com os órgãos ambientais estaduais e federais e que os indicadores de qualidade da água estão dentro dos parâmetros compatíveis com a Classe 3, que permite o uso para fins paisagísticos e recreação de contato indireto

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Victor Duarte

Victor Duarte é jornalista com mais de 14 anos de experiência na reportagem diária. Formado pela Universidade Fumec, trabalhou em grandes veículos de comunicação, como Diários Associados, TV Alterosa e TV Band Minas

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