Belo Horizonte registrou mais um caso de mpox nesta terça-feira (24/2), segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Com a nova confirmação, a capital soma três diagnósticos da doença em 2026. Ao todo, o estado contabiliza quatro casos neste ano, todos com evolução para cura.
De acordo com a SES-MG, os três registros de BH tiveram confirmações em 7 de janeiro, 29 de janeiro e agora, 24 de fevereiro. O quarto caso foi confirmado em 29 de janeiro, em Contagem. Os pacientes são homens com idades entre 35 e 45 anos.
Números no país
Dados do Ministério da Saúde apontam que o Brasil já registrou 89 casos confirmados de mpox em 2026. A maioria das ocorrências está em São Paulo, que concentra 62 diagnósticos desde janeiro. Na sequência aparecem Rio de Janeiro (15), Rondônia (4), Rio Grande do Sul (2), Paraná (1), Distrito Federal (1), além dos 4 em Minas.
Segundo a pasta, predominam quadros leves a moderados da doença e não há registro de óbitos neste ano. Em 2025, o país contabilizou 1.079 casos e duas mortes associadas à mpox.
Sinais e transmissão da mpox
A secretaria mineira informa que os principais sintomas da mpox incluem lesões na pele, aumento de ínguas, febre, dor de cabeça e no corpo, calafrios e fraqueza. “Ao apresentar sintomas, a orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde para avaliação clínica e informar eventual contato com caso suspeito ou confirmado”, orienta o órgão.
A transmissão ocorre, principalmente, por contato direto com lesões de pele, fluidos corporais e objetos contaminados. Como forma de prevenção, a SES recomenda evitar contato com pessoas com suspeita ou confirmação da doença. Em situações de cuidado, devem ser utilizados equipamentos de proteção individual, como luvas e máscaras.
Pessoas com suspeita ou diagnóstico confirmado devem permanecer em isolamento até o fim do período de transmissão e não compartilhar objetos de uso pessoal, como toalhas, roupas, lençóis e talheres. A secretaria também reforça a importância da higiene frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel.
Tratamento
O tratamento é baseado em suporte clínico para alívio dos sintomas e prevenção de complicações. Segundo a SES-MG, a maioria dos casos apresenta “evolução leve ou moderada” e “não há, até o momento, medicamento específico para a doença”.
A estratégia de vacinação no estado prioriza grupos com maior risco de formas graves, como pessoas vivendo com HIV/aids com imunossupressão — especialmente aquelas com contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses —, além de profissionais de laboratório que atuam com nível de biossegurança 2 e pessoas que tiveram contato direto com fluidos e secreções de casos suspeitos.
A SES-MG afirma que mantém “monitoramento permanente do cenário epidemiológico” e reforça a importância da informação qualificada e da adoção de medidas preventivas.
