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Policial civil é condenado por corrupção em esquema de caça-níqueis na Grande BH

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O policial foi sentenciado pelos crimes de organização criminosa e corrupção passiva, com pena fixada em oito anos e quatro meses de reclusão (FOTO ILUSTRATIVA: Divulgação/Polícia Federal)

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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) obteve a condenação de um investigador da Polícia Civil de Minas Gerais por envolvimento em um esquema ligado à exploração de caça-níqueis na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

O policial foi sentenciado pelos crimes de organização criminosa e corrupção passiva, com pena fixada em oito anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial fechado.

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À época dos fatos, o réu era lotado na 4ª Delegacia de Polícia Civil (Leste), em Belo Horizonte. A acusação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela Promotoria de Justiça de Controle Externo da Atividade Policial de Nova Lima.

Propina para proteger máquinas

Segundo as investigações, o investigador exercia papel relevante na estrutura criminosa ao receber propina do líder do grupo para não apreender máquinas de caça-níqueis. Além disso, participava de reuniões com outros policiais e recebia valores indevidos para realizar operações seletivas, direcionadas à apreensão de equipamentos pertencentes a grupos concorrentes.

O Ministério Público apontou ainda que o policial utilizava o cargo público para repassar informações privilegiadas ao chefe da organização, favorecendo a manutenção do esquema ilegal.

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Desdobramento da operação

A condenação é resultado da Operação Hexagrama, deflagrada em 2020 para apurar a atuação de uma organização criminosa voltada à exploração de jogos de azar, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro na Grande BH.

A investigação, realizada em três fases, contou com apoio do Batalhão Rotam e da Corregedoria-Geral da Polícia Militar de Minas Gerais, além do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais e da Corregedoria-Geral da Polícia Civil.

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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