A Prefeitura de Belo Horizonte revogou, nesta quinta-feira (6/8), o decreto que instituía situação de emergência em saúde pública devido ao aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). A decisão foi publicada no Diário Oficial do Município após uma avaliação técnica da Sala de Situação da SRAG apontar melhora sustentada nos indicadores epidemiológicos e assistenciais da capital.
O decreto estava em vigor desde 10 de abril e foi adotado diante do aumento das internações por doenças respiratórias. Durante o período, a Prefeitura ampliou a capacidade de atendimento da rede SUS-BH, com abertura de leitos temporários, reorganização dos fluxos de assistência, monitoramento diário dos indicadores e intensificação da vacinação contra a influenza.
No pico da demanda, entre os dias 21 e 27 de junho, Belo Horizonte registrou 475 internações por doenças respiratórias e mais de 20,7 mil atendimentos nos centros de saúde e nas Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs). Já na última semana analisada, entre 19 e 25 de julho, o número de internações caiu para 364, uma redução de 23%. Os atendimentos também diminuíram, passando para cerca de 14 mil, queda de 32%.
A redução dos casos graves e da mortalidade por SRAG também foi considerada na decisão. Entre 10 de abril e 25 de julho deste ano, foram registrados 126 óbitos pela síndrome. No mesmo período de 2025, foram contabilizadas 358 mortes, uma redução significativa nos desfechos graves durante o período sazonal de circulação dos vírus respiratórios.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Miguel Duarte, a melhora dos indicadores permitiu o encerramento da situação de emergência, mas o monitoramento continuará.
“A melhora consistente dos indicadores permitiu a revogação do decreto, mas a rede seguirá monitorando permanentemente o cenário epidemiológico para responder rapidamente a qualquer mudança”, afirmou.
Com a redução da demanda, os 20 leitos temporários de enfermaria pediátrica implantados no Hospital Odilon Behrens já foram desmobilizados. A Secretaria Municipal de Saúde informou que continuará acompanhando a circulação dos vírus respiratórios e a ocupação dos serviços de saúde.
Mesmo com o fim da emergência, a vacinação contra a influenza segue disponível para toda a população a partir dos 6 meses de idade nos centros de saúde da capital. Até julho, Belo Horizonte aplicou mais de 800 mil doses e alcançou a maior cobertura vacinal entre as capitais do Sudeste e a segunda maior do país.