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Professores da rede particular de BH mantêm greve por tempo indeterminado

Por

Ludmila Souza

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(Divulgação / Sinpro Minas)

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Professores de escolas particulares de Belo Horizonte e região decidiram manter a greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (18/9), durante assembleia que reuniu mais de 700 docentes de dezenas de instituições de ensino, segundo o Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro Minas).

A categoria rejeitou novamente a proposta do Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinepe/MG) de dividir a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) em dois instrumentos: um para professores da educação básica e outro para o ensino superior.

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A CCT estabelece regras sobre salários, benefícios e condições de trabalho. Atualmente, há uma única convenção para os docentes das diferentes etapas de ensino.

Professores defendem renovação da CCT

Segundo o Sinpro Minas, os professores querem renovar a atual convenção sem alterações, com reajuste salarial de 3,77%, correspondente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

O sindicato afirma que a divisão da CCT pode enfraquecer a negociação coletiva e colocar em risco direitos previstos no documento, como bolsas de estudos e isonomia salarial.

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Sindicato aponta perda de direitos

O Sinpro Minas afirma que a falta de uma nova convenção já produz efeitos em algumas escolas. Segundo a entidade, instituições deixaram de aplicar direitos previstos na CCT, entre eles as bolsas de estudos.

Entre as regras que podem ser afetadas, segundo o sindicato, estão:

  • bolsas de estudos para professores e dependentes;
  • isonomia salarial entre docentes antigos e recém-contratados;
  • férias coletivas em janeiro;
  • adicional extraclasse;
  • regras sobre duração das aulas e intervalos;
  • restrições ao trabalho aos domingos e feriados.

Impasse terá mediação no TRT

A disputa entre os sindicatos está sendo discutida na Justiça do Trabalho. Uma audiência de mediação está marcada para segunda-feira (21), às 14h30, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

Durante a audiência, os professores farão uma manifestação em frente ao Tribunal, na Avenida Getúlio Vargas, 225, no bairro Funcionários, em Belo Horizonte.

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Na terça-feira (22), às 9h30, haverá uma nova assembleia na Rua Diamantina, 463, no bairro Lagoinha. A categoria vai avaliar o andamento das negociações e os próximos passos da greve.

O Sinepe/MG havia informado anteriormente que considera irregular o início da paralisação por falta de comunicação dentro do prazo que a entidade entende ser exigido pela legislação. O sindicato patronal também afirmou que adotaria medidas jurídicas e orientou as escolas a manterem as atividades e o atendimento à comunidade escolar.

Procurado nesta sexta-feira para comentar a decisão pela continuidade da greve e o andamento das negociações, o Sinepe/MG não havia respondido até a publicação desta matéria.

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Ludmila Souza

Graduada em jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) e repórter da Rede 98 desde 2025. É fotógrafa e amante de narrativas visuais.

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