A Prefeitura de Confins, na Região Metropolitana de BH, confirmou o primeiro caso de Mpox no município. A informação foi divulgada pela Secretaria Municipal de Saúde, nesse sábado (31/10), e inclui a cidade na lista de localidades mineiras com registros da doença. Segundo a SES-MG (Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais), os casos de Mpox no estado já somam 33 em 2026.
De acordo com a SES-MG, a maioria das ocorrências no estado atinge pessoas com idade entre 15 e 34 anos. Diante do registro, a prefeitura reforçou a importância da informação sobre a doença, da prevenção e da atenção aos sinais e sintomas.
O que é a Mpox
A Mpox é uma doença infecciosa causada pelo vírus monkeypox e pode atingir qualquer pessoa. Segundo a SES-MG, é considerada de baixa letalidade: a maior parte dos casos evolui para a cura após cerca de 21 dias, sem necessidade de internação.
Principais sintomas
Os sinais mais comuns incluem:
- febre;
- dor de cabeça;
- dores musculares e no corpo;
- calafrios;
- ínguas (aumento dos gânglios);
- lesões na pele, que podem surgir como manchas, bolhas ou feridas.
As lesões podem aparecer em diferentes partes do corpo, como rosto, mãos, pés, boca e regiões genital e anal.
Como ocorre a transmissão
A doença é transmitida principalmente pelo contato direto com lesões, secreções e fluidos corporais de pessoas infectadas. Também pode haver contágio por meio de:
- contato com a pele de pessoas doentes, como um toque ou um abraço;
- contato com saliva, muco nasal, suor e sangue, que pode ocorrer, por exemplo, em beijos;
- gotículas expelidas durante a respiração, em contato próximo e prolongado;
- objetos e superfícies contaminados, como roupas, toalhas, lençóis e banheiros.
Como a doença se espalha de pessoa para pessoa, a SES-MG recomenda o isolamento imediato de casos suspeitos.
Como se prevenir
A Prefeitura de Confins e a SES-MG orientam, entre outras medidas:
- evitar contato físico próximo com pessoas que apresentem lesões suspeitas;
- não compartilhar objetos pessoais, roupas, toalhas, roupas de cama e talheres;
- lavar as mãos com frequência, com água e sabão, ou usar álcool em gel ou álcool 70%;
- higienizar com frequência superfícies de uso compartilhado, principalmente o banheiro;
- evitar aglomerações, como festas e shows;
- lavar roupas pessoais, de cama e banho com água quente.
Pessoas com diagnóstico confirmado ou suspeito devem, quando possível, ficar isoladas em ambiente ventilado e em cama separada, com distanciamento de pelo menos 1 metro de outras pessoas. Também devem usar máscara, proteger as lesões e evitar atividade sexual durante todo o período da doença, mesmo com preservativo.
Quem tiver contato com o paciente deve evitar tocar nas lesões e, se necessário, usar luvas descartáveis.
Diagnóstico e tratamento
A confirmação da Mpox é feita apenas por exame laboratorial, já que os sintomas se parecem com os de outras doenças, como catapora e sífilis. Nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde), o exame é gratuito pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
Não existe tratamento específico, e os sintomas geralmente desaparecem com o tempo. Nesse período, o paciente deve manter as feridas limpas e secas e, se necessário, usar medicamentos para dor e febre, conforme orientação médica.
Quando procurar atendimento
Quem perceber manchas, bolhas ou feridas suspeitas na pele, principalmente com febre ou outros sintomas, deve procurar uma unidade de saúde para avaliação. Pessoas que tiveram contato próximo com alguém diagnosticado também devem buscar orientação dos profissionais de saúde.
Com SES-MG.
