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Ciclistas entram na Justiça para tentar impedir desmanche de ciclovia na Avenida Afonso Pena

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Ciclovia começou a ser desmanchada no sábado - (PBH / Divulgação)

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A Justiça analisa um pedido de urgência feito por um grupo de ciclistas para tentar impedir o desmanche da ciclovia da Avenida Afonso Pena, no Bairro Serra, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. No fim de semana, a prefeitura iniciou os trabalhos para retirar a pista voltada para as bikes na via.

De acordo com Cristiano Scarpelli, do Ciclo Rota BH, grupo responsável pela ação na Justiça, o desmanche da ciclovia é ilegal, pois a estrututura está prevista em lei. Além disso, argumentou que dinheiro público já foi utilizado para a construção do espaço.

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No último sábado, o prefeito Álvaro Damião (União) publicou um vídeo nas redes sociais e anunciou o desmanche da ciclovia. Ele afirmou que o trânsito no local está “sufocado” e que aguardava uma autorização na Justiça para realizar a obra.

Por fim, se comprometeu a aumentar o número de ciclovias em BH, mas não em vias de grande movimentação, como a Avenida Afonso Pena, Amazonas, Antônio Carlos e Cristiano Machado.

A ciclovia é parte do projeto de revitalização da Afonso Pena, avaliado em R$ 24 milhões.

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O que diz a Prefeitura?

Por meio de nota, a Prefeitura afirmou que, desde o início da discussão judicial envolvendo a construção da ciclovia na Avenida Afonso Pena, realiza uma análise sobre o tema, baseada em estudos técnicos.

Informou, que os estudos originais não conseguiram antecipar os impactos da ciclovia sobre a capacidade do sistema viário da região. No trecho implantado entre a Praça da Bandeira e a Rua Trifana, a ciclovia foi construída integralmente sobre a pista de rolamento destinada aos veículos automotores, ocupando 12% da largura total da via.

Na avaliação do Executivo Municipal, a ciclovia acabou gerando uma diminuição da capacidade operacional das faixas destinadas ao tráfego geral, principalmente em horários de pico.

Outro ponto considerado foi a proximidade da via com o Hospital João XXIII. Por fim, afirmou que a retirada da infraestrutura está amparada na autotutela administrativa e na ausência de impedimentos judiciais ou administrativos.

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João Henrique do Vale

Jornalista formado em Comunicação Social pela UNA e pós-graduado em Comunicação em Saúde pela ESP-MG. Trabalhou por 10 anos no Jornal Estado de Minas. Com passagens, também, pela TV Horizonte e Rádio Inconfidência.

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