A morte de um dos sócios da Academia Pratique em um acidente de trânsito no último fim de semana ilustra uma realidade negativa de Belo Horizonte. A cidade está próxima de atingir o maior número de ocorrências dos últimos 11 anos. De janeiro a julho, a média é de 212 registros por dia, ou nove ocorrências por hora.
Adriano Madureira de Lima, de 49 anos, morreu após ser atropelado na Avenida Risoleta Neves, no Bairro São Gabriel, Região Nordeste de Belo Horizonte.
Segundo o boletim de ocorrência, o motociclista envolvido contou à Polícia Militar que seguia pela avenida quando viu Adriano correndo pelo passeio. Conforme o relato, a vítima teria atravessado repentinamente a via, pegando o motociclista de surpresa. O local não tem semáforo nem faixa de pedestres.
Nos primeiros sete meses deste ano, segundo dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, foram 52.904 ocorrências. A capital mineira já registrou 74 mortes e mais de 7 mil feridos somente em 2026. Para se ter ideia, em 2025 todo, foram 88,7 mil ocorrências, e em 2024, 84,6 mil.
Entre as causas que constam nos boletins de ocorrência, a que lidera é a falta de atenção ao volante. Seguida de má visibilidade, não manter distância de segurança, desobedecer parada obrigatória, e derrapagem.
A Avenida Cristiano Machado é a via com mais acidentes, seguida pelo Anel Rodoviário, Contorno, Amazonas, e Antônio Carlos.
