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Distribuidoras serão notificadas, após Governo Federal denunciar preços abusivos da gasolina

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O presidente do Minaspetro também afirmou que postos têm enfrentado dificuldades para adquirir combustível nas distribuidoras (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública vai notificar as distribuidoras de combustíveis, após denúncias do Governo Federal de preços abusivos da gasolina em postos de Minas Gerais e do Distrito Federal. Os indícios de infrações serão apurados pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacom).

O órgão foi acionado pelo  Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que cobrou uma fiscalização mais rigorosa dos órgãos competentes nos postos. Segundo estudo feito pela pasta, a redução de R$ 0,17 anunciada pela Petrobras em junho não foi repassada aos consumidores. Ao contrário, os preços subiram.

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O Ministério de Minas e Energia apontou pesquisa do Mercado Mineiro que apontou que o preço da gasolina subiu R$ 0,40 em Minas Gerais em junho. Já no Distrito Federal a alta foi de R$ 0,50.

Por meio de nota, a Senacon informou que já vem desenvolvendo, de forma contínua, ações de monitoramento e enfrentamento a práticas comerciais abusivas no setor de combustíveis. “Cabe informar que se encontram em curso averiguações preliminares relacionadas à elevação de preços de combustíveis ao longo do ano de 2023, envolvendo empresas e entidades representativas do setor”, disse o órgão.

Em relação a nova denúncia, a Senacon afirmou que as distribuidoras terão que explicar o expressivo aumento dos preços sem justa causa aparente.

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Posicionamento dos postos

O Minaspetro, que representa os donos de postos de Minas Gerais, afirmou, por meio de nota, que a cadeia produtora de combustíveis é complexa e composta de diversos elos, dentre eles distribuição, produção de etanol e frete, além do Estado brasileiro, que arrecada R$ 2,17 por litro da gasolina.

“Culpar a ponta final, os postos, é isentar os demais atores de responsabilidade sobre a formação final dos preços e enganar a população sobre quem realmente se beneficia com o alto valor da bomba”, finalizou.

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João Henrique do Vale

Jornalista formado em Comunicação Social pela UNA e pós-graduado em Comunicação em Saúde pela ESP-MG. Trabalhou por 10 anos no Jornal Estado de Minas. Com passagens, também, pela TV Horizonte e Rádio Inconfidência.

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