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Prefeitura de BH mantém posição, nega falta de transparência e impasse na educação continua

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Igor Teixeira

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A secretária Natália Araújo garantiu que a equipe da PBH trabalhou no fim de semana para atender as demandas e que não há espaço para novos recuos. ( Foto: 98News)

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Durante coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (25), a secretária municipal de Educação de Belo Horizonte, Natália Araújo, afirmou que a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) mantém a posição adotada nas negociações com os trabalhadores da educação e voltou a defender que a greve da categoria perdeu o sentido após o atendimento de parte das reivindicações apresentadas pelo sindicato.

Na entrevista, a secretária negou falta de transparência sobre vagas e lotações na rede municipal, rebateu críticas relacionadas às mudanças no Atendimento Educacional Especializado (AEE) e afirmou que a prefeitura já teria atendido sete dos oito principais pontos apresentados pelos trabalhadores durante as negociações.

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Segundo a secretária, a prefeitura já teria atendido sete dos oito principais pontos apresentados pelos trabalhadores durante as negociações.

“Hoje nós passamos o final de semana trabalhando, a equipe inteira da prefeitura, e conseguimos atender o último ponto que era desejo desta categoria. Sete dos sete pontos apresentados foram atendidos. O oitavo a gente já dizia desde o início que não tinha como avançar. Então realmente a gente fica se perguntando o porquê desta greve continuar”, afirmou.

Prefeitura nega falta de transparência sobre vagas

Um dos pontos questionados pelo sindicato envolve a transparência sobre vagas, lotações e déficit de profissionais nas escolas da rede municipal.

Natália Araújo negou irregularidades e afirmou que a prefeitura já concordou em criar mecanismos de acompanhamento periódico das vagas.

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Segundo ela, o município vem realizando nomeações frequentes para suprir aposentadorias e afastamentos.

A categoria, porém, afirma que ainda há falta de clareza sobre o quadro real de profissionais disponíveis nas escolas e denuncia dificuldades enfrentadas por servidores recém-empossados para localizar vagas efetivamente abertas.

Secretária rebate críticas sobre OSCs

A secretária também voltou a negar que a prefeitura esteja promovendo privatização da educação municipal.

Segundo Natália, os profissionais de apoio aos estudantes com deficiência já atuam hoje de forma terceirizada e apenas terão mudança no vínculo empregatício, deixando de ser ligados à MGS para atuar por meio de Organizações da Sociedade Civil (OSCs) especializadas em educação inclusiva.

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“Não estão chegando profissionais de OSCs. São os mesmos profissionais. Muda o vínculo deles. Hoje eles estão vinculados a uma empresa de limpeza predial e vão passar a ser vinculados a OSCs especializadas em educação inclusiva. Eles vão receber quase R$ 1 mil a mais para exercer o mesmo trabalho, mas de maneira muito melhor supervisionada, orientada e com a formação adequada”, disse.

A secretária também afirmou que há “uma disputa sindical” por trás da greve e relacionou o impasse à mudança de representação dos trabalhadores terceirizados.

Prefeitura diz que prejuízo pedagógico já existe

Natália Araújo afirmou ainda que o maior impacto da paralisação está sendo sentido pelas crianças da educação infantil e pelas famílias que dependem da escola pública para conseguir trabalhar.

Segundo ela, parte das perdas pedagógicas já não poderá mais ser recuperada.

“Esse prejuízo já está colocado. A criança se desenvolve lentamente na convivência diária no ambiente escolar, socializando, convivendo. Reposição para educação infantil não tem sentido. Não é colocando mais horas no sábado que ela vai recuperar o que perdeu nesses 40 dias fora da escola”, afirmou.

A secretária também disse que a prefeitura ainda pretende discutir formas de compensação do calendário escolar, mas condicionou qualquer negociação ao fim da greve.

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“Quando o professor voltar, nós vamos avaliar dentro desses dias letivos perdidos o que faz sentido para as famílias. Talvez parte das férias de julho, talvez outras datas. Mas enquanto a greve continua, realmente não conseguimos avançar nessa discussão”, declarou.

Greve continua e nova assembleia está marcada

Os trabalhadores da educação decidiram manter a greve durante assembleia realizada na última sexta-feira (22), após a Secretaria Municipal de Educação encerrar oficialmente as negociações por meio de ofício.

O Sind-Rede/BH afirma que a prefeitura rompeu o diálogo de forma unilateral e cobra reabertura das negociações.

A categoria reivindica recomposição salarial, mudanças nas regras do Atendimento Educacional Especializado, mais transparência sobre vagas e melhores condições de trabalho nas escolas.

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Uma nova assembleia está marcada para esta terça-feira (26), às 14h, na Praça Afonso Arinos, na região Centro-Sul de Belo Horizonte.

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Igor Teixeira

Jornalista formado pelo Centro Universitário UNA, é repórter de cidades e política da 98FM. Tem passagens pela TV Alterosa e Itatiaia.

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