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Empresária de Nova Lima denuncia ameaças e agressões na madrugada de Ano-Novo

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Casal estava junto há apenas dois meses quando os crimes ocorreram (Imagens cedidas à Rede 98)

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A empresária e influenciadora Pollyana Pilar denuncia ter sido vítima de uma sequência de agressões na madrugada de Ano-Novo, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O caso envolve o então namorado dela, o advogado João Bráulio Faria de Vilhena Filho, de 33 anos. A violência foi registrada em dois boletins de ocorrência.

O primeiro boletim foi lavrado ainda durante a madrugada do dia 1°, por volta das 3h20, após a vítima acionar a Polícia Militar na portaria do condomínio onde ambos moram, no bairro Belvedere. À polícia, Pollyana relatou empurrões, xingamentos e que teve as roupas rasgadas durante uma discussão. Ela apresentava escoriações no cotovelo e nas costas.

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Escalada de violência

Segundo a vítima, as agressões começaram na volta de uma festa que celebrava a virada de ano. João Bráulio teria apresentado comportamento agressivo motivado por ciúmes, com insultos e ameaças. Já no imóvel dele, ela teria sido pressionada a manter relações sexuais contra a própria vontade. “Ele pegou o meu braço e disse: ‘você não tem que querer, você é minha mulher'”, explicou a vítima.

Depois, a violência teria se intensificado por conta de uma peça de guarda-roupa quebrada. “Ele falava que eu não ia sair de lá enquanto eu não arrumasse. Aí eu falei: ‘eu chamo um marceneiro aqui, eu faço o que precisar, só me deixa ir embora’. Ele não me deixava ir, arrancou a roupa do meu corpo, rasgou o vestido que eu estava vestindo. Nisso, eu gritei por socorro”, detalhou Pollyana.

Ainda conforme o relato, João Bráulio teria arremessado Pollyana no chão por conta da peça. “Ele me pegou de uma forma que eu dei uma cambalhota no ar. Era como se eu fosse uma pena”, disse ela.

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Ainda segundo a vítima, mesmo após tentar ligar para a polícia, o agressor teria ironizado a situação. “Liga, liga, porque não vai acontecer nada”, disse ela, reproduzindo a fala dele. Pollyana afirmou que, para escapar do local, foi forçada a sair com roupas íntimas pelo corredor do prédio.

Marcas físicas e psicológicas

Já na manhã do dia 1°, a empresária usou as redes sociais para desabafar sobre as agressões sofridas. Ela descreveu o episódio como um trauma impossível de esquecer. “Foi um pesadelo”, disse. Horas depois, o segundo boletim de ocorrência foi registrado. No novo documento, a vítima confirmou a escalada de violência da madrugada anterior.

A vítima procurou atendimento hospitalar naquela manhã, passou por exames de imagem e recebeu medicação para dor, incluindo morfina. No boletim, consta que ela apresentava sonolência devido aos medicamentos e permaneceu sob os cuidados da mãe.

O autor não foi localizado no momento da chegada da polícia. Até a publicação desta reportagem, João Bráulio estava foragido.

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Pollyanna também relatou agressões psicológicas recorrentes ao longo do relacionamento. “Ele me chamava de lixo, que nada que eu fizesse iria adiantar”, disse. Segundo ela, o agressor afirmava que nada aconteceria com ele por ter dinheiro. “Eu e minha família temos dinheiro de sobra, não vai acontecer nada comigo”, teria dito.

Histórico de agressões

Ao falar sobre as consequências, a influenciadora destacou que a dor física passa, mas o trauma permanece. “A dor física tem remédio. O pior são os flashbacks”, afirmou, ao descrever as cenas que, segundo ela, se repetem na memória. “Te jogando da cama para o chão, como se você não conseguisse fazer nada”, relembrou.

Segundo ela, João Bráulio já havia sido alvo de medida protetiva solicitada pela ex-namorada. A Rede 98 teve acesso ao documento que confirma o relato. Nesse caso, o agressor foi acusado de atacar fisicamente a vítima ao tentar pegar um celular da mão dela, o que causou lesão corporal no braço esquerdo.

“E o pior é que ele falava comigo que a ex dele era doida, porque ela já tinha medida protetiva contra ele, que queria prejudicar ele”, relatou Pollyana. “E, agora, a mesma coisa comigo. Ele ficou me mandando por mensagem: ‘eu não fiz nada com você, não me prejudica'”, disse.

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A empresária também entrou com um pedido de medida protetiva contra o ex-namorado. A reportagem procurou João Bráulio Faria de Vilhena Filho, que não se manifestou. O espaço segue aberto para esclarecimentos. A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp-MG) também foi procurada. Assim que houver retorno, a matéria será atualizada.

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Thiago Cândido

Jornalista pela UFMG. Repórter na 98 desde 2025. Participou de reportagens vencedoras do Prêmio CDL/BH de Jornalismo 2024 e Prêmio Mercantil de Jornalismo 2025.

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