O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca neste domingo (14/6) para Évian-les-Bains, na França, onde participa da Cúpula do G7. Esta será a 10ª participação de Lula no encontro ao longo de seus mandatos. O grupo é formado por Canadá, Estados Unidos, Reino Unido, França, Itália, Alemanha e Japão, além da União Europeia, que atua como membro institucional.
“Convidado pelo presidente Emmanuel Macron, parto nesta tarde para a França. Lá, pela décima vez, representarei o Brasil na Cúpula do G7. Desejo um bom trabalho ao companheiro Geraldo Alckmin, que assume a presidência até nosso retorno”, escreveu o presidente em publicação nas redes sociais.
O encontro ocorre em meio à expectativa de uma possível reunião bilateral entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Até o momento, no entanto, não há confirmação de agenda entre os dois no evento.
O Palácio do Planalto informou que não solicitou uma nova reunião entre os dois presidentes. A avaliação interna é de que não há necessidade de novo encontro, após a reunião realizada na Casa Branca em maio deste ano.
Com isso, uma reunião formal entre Lula e Trump, nos moldes de encontros organizados em outras ocasiões, é considerada improvável. Ainda assim, assessores não descartam a possibilidade de um contato breve e informal durante o evento.
Um encontro semelhante ocorreu na Assembleia Geral da ONU, em setembro, quando os dois líderes tiveram uma conversa rápida e não programada.
Relação Brasil-EUA e tensões recentes
Desde a reunião na Casa Branca, ao menos três episódios aumentaram a tensão entre Brasil e Estados Unidos. Entre eles estão a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas pelo governo norte-americano e a discussão sobre medidas comerciais, incluindo tarifas e investigações sob a chamada “seção 301”, além de alegações relacionadas a trabalho forçado.
Agenda no G7
No G7, Lula deve reforçar a defesa de maior participação de países emergentes nas decisões globais, linha que já vem adotando em encontros como o G20 e os Brics.
O Brasil participará de sessões abertas a convidados ao longo da semana:
- Na terça-feira (16/6), o tema será parcerias internacionais;
- Na quarta-feira (17/6), o foco será crescimento econômico equilibrado;
- Ainda na quarta-feira, haverá um almoço sobre regulação e responsabilidade de big techs.
Reuniões bilaterais previstas
Até o momento, estão confirmados encontros bilaterais entre Lula e líderes internacionais. Entre eles estão a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, e o presidente da França, Emmanuel Macron, anfitrião da cúpula.
Foco na relação com o Japão
Na reunião com a premiê japonesa, Lula deve tratar da negociação de um acordo de livre comércio entre Mercosul e Japão.
Auxiliares do governo indicam que as tratativas avançaram e podem ser lançadas durante o próprio G7 ou na próxima cúpula de países sul-americanos, prevista para ocorrer no Paraguai.
Lançar a negociação significa estabelecer oficialmente o início das conversas formais entre as partes.
O Planalto avalia que o atual cenário internacional, marcado por disputas comerciais, tem estimulado países a buscar novos acordos. Segundo o governo, o Mercosul vive um dos períodos mais ativos em negociações comerciais.
A convite do Presidente Emmanuel Macron, parto nesta tarde para a França. Lá, pela décima vez, representarei o Brasil na Cúpula do G7. Desejo um bom trabalho ao companheiro @geraldoalckmin, que assume a presidência até nosso retorno.
— Lula (@LulaOficial) June 14, 2026
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