Estudantes da PUC Minas têm usado as redes sociais para denunciar uma sequência de roubos e furtos registrados no entorno da universidade, no campus Coração Eucarístico, na região Noroeste de Belo Horizonte. Os relatos envolvem principalmente assaltos durante os horários de entrada e saída das aulas e têm aumentado a sensação de insegurança entre os alunos.
Um dos casos ocorreu na tarde dessa terça-feira (26/5), quando a estudante Ana Luiza Malloy, de 24 anos, foi vítima de uma tentativa de roubo ao sair da faculdade e seguir em direção à própria casa, próxima ao campus.
Segundo a jovem, a abordagem ocorreu em plena luz do dia, por volta de meio-dia, em frente à portaria principal da universidade. “Era horário de pico, tudo movimentado. Foi questão de 30 segundos, de atravessar a rua. Depois eu vi nas câmeras que ele já estava me seguindo”, contou, em conversa com a Rede 98.
Ana relatou ainda que taxistas que trabalham na região perceberam a movimentação suspeita e, posteriormente, contaram que o homem já rondava o local desde o fim da manhã.
De acordo com o relato, ela chegava à porta do prédio onde mora quando o criminoso se aproximou pelas costas e tentou puxar sua mochila, que estava com um notebook dentro. Sem conseguir levar o objeto, o suspeito percebeu o celular na mão da vítima e tentou arrancá-lo.
“Minha reação foi segurar mais forte ainda. Aí começou meio que uma luta corporal. Ele me deu um mata-leão e eu comecei a gritar muito por socorro”, afirmou.
‘Medo até de ir à farmácia’
Ana Malloy disse que a reação de pessoas próximas ajudou a impedir o roubo. “Os taxistas começaram a gritar ‘ladrão, ladrão’ e aí ele desistiu”, contou.
O suspeito conseguiu levar apenas a chave da vítima, mas jogou o objeto sobre o capô de um táxi antes de fugir. Segundo ela, o homem subiu na garupa de uma motocicleta que o aguardava próximo ao local. “Ele estava sem capacete, assaltando em plena luz do dia. Eu lembro perfeitamente do rosto dele”, relatou.
A jovem relata que o medo passou a afetar atividades simples do dia a dia. “Também estou com medo de ir à farmácia, ao mercado. Vou começar a sair sem celular pelo bairro. Mudei justamente para ter praticidade, mas o bairro é extremamente perigoso”, afirmou.
Estudantes convivem sensação de insegurança
Diante da sequência de ocorrências, alunos passaram a comentar a hashtag #SegurançaNaPucJá nas publicações da universidade, cobrando providências dentro e fora do campus. A estudante de Direito Letícia Fernanda afirma que a insegurança preocupa os alunos até mesmo durante o dia.
“Muita gente leva notebook por conta dos estudos e fica insegura. Como que a gente vai para a faculdade sendo que ali na porta, que deveria ser um lugar mais seguro por ter uma universidade, a gente não tem segurança nenhuma?”, questionou.
Letícia também afirma que há relatos de crimes até mesmo dentro da instituição. “Mesmo sendo uma rua super movimentada, estão acontecendo vários assaltos. Existem relatos até dentro da universidade, nos estacionamentos. Então, a gente fica bem preocupado mesmo”, completou.
Além das críticas à falta de policiamento, os universitários também pedem apoio da própria instituição. Entre as reivindicações estão melhorias na iluminação pública, reforço na segurança e articulação com órgãos públicos para ampliar a proteção dos estudantes.
A Rede 98 procurou a PUC Minas para solicitar um posicionamento sobre o assunto e aguarda o retorno. Tão logo a instituição de ensino se manifeste, esta matéria será atualizada.
