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Idoso descobre que estava ‘morto’ após ter aposentadoria bloqueada em MG

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Larissa Reis

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A Justiça de Minas Gerais mandou cancelar imediatamente a certidão de óbito emitida em nome dele e determinou a regularização dos documentos (Arquivo pessoal)

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Um aposentado de Santa Luzia, na Grande BH, levou um susto ao descobrir que havia sido declarado morto nos registros oficiais. O erro veio à tona quando ele tentou sacar a aposentadoria e encontrou a conta bloqueada. A Justiça de Minas Gerais mandou cancelar imediatamente a certidão de óbito emitida em nome dele e determinou a regularização dos documentos.

O caso foi parar na Justiça, e a 4ª Vara Cível da Comarca de Santa Luzia determinou a anulação imediata da certidão de óbito registrada indevidamente em nome do idoso.

De acordo com o processo, o aposentado procurou esclarecimentos após ter a conta bancária bloqueada e ser impedido de receber o benefício previdenciário. Foi então que descobriu que um cartório de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, havia emitido uma certidão de óbito usando seus dados.

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O homem procurou a Defensoria Pública de Minas Gerais e contou que havia perdido a carteira de identidade em 2006. A suspeita é de que a pessoa falecida estivesse usando o documento dele, o que teria provocado a confusão no momento do registro do óbito.

Por causa do erro, o aposentado teve o CPF cancelado, perdeu temporariamente os direitos políticos e ficou sem acesso à aposentadoria.

Durante a investigação, o Ministério Público de Minas Gerais recomendou o desbloqueio imediato das contas e a realização de uma perícia papiloscópica pela Polícia Civil. Os peritos compararam as impressões digitais do idoso com os registros oficiais e confirmaram que ele era o verdadeiro titular da identidade utilizada indevidamente.

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Com base no laudo pericial e no parecer favorável do Ministério Público, a Justiça declarou nulo o registro de óbito e determinou a regularização da situação do aposentado.

Entre as medidas determinadas estão a reativação do CPF e a retirada da anotação de falecimento nos cadastros da Receita Federal, do INSS e do Instituto de Identificação da Polícia Civil de Minas Gerais. A decisão também prevê o restabelecimento dos direitos políticos e previdenciários do idoso.

Além disso, o juiz determinou o envio de ofício ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul para investigar o possível uso indevido dos documentos do aposentado pela pessoa que morreu.

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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