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Moradores e funcionários ajudaram a salvar ônibus de incêndio que destruiu garagem no Dom Cabral: ‘parecia um inferno’

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Larissa Reis

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Segundo o Corpo de Bombeiros, 27 ônibus foram destruídos pelas chamas (CBMMG/Divulgação)

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O incêndio de grandes proporções que atingiu uma garagem de ônibus no bairro Dom Cabral, na região Noroeste de Belo Horizonte, mobilizou bombeiros, funcionários da empresa e moradores da região neste domingo (7/6). Enquanto as chamas consumiam dezenas de veículos, pessoas que estavam próximas ao local se uniram para retirar ônibus que ainda não haviam sido alcançados pelo fogo.

Segundo o Corpo de Bombeiros, 27 ônibus foram destruídos pelas chamas. A fumaça densa pôde ser vista de diversos pontos da capital mineira, chamando a atenção de moradores em bairros como Castelo, Buritis, Betânia, Coração Eucarístico e também na região do Barreiro.

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Entre as pessoas que ajudaram no resgate dos veículos está Maike Cerqueira Melo. Morador da região, ele contou que viu a fumaça de casa e correu para a garagem para tentar ajudar.

“Eu não me considero um herói, não. A gente ajuda com o máximo que pode. Acho que é o dever da gente”, afirmou.

Maike relatou que conseguiu retirar entre três e quatro ônibus da área de risco. Segundo ele, outros moradores e funcionários também participaram da ação, o que permitiu salvar cerca de dez veículos.

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‘Parecia um inferno’

O morador descreveu o cenário encontrado dentro da garagem como caótico. “O que eu lembro lá de dentro foi só o caos. Parecia um inferno. Nunca vi tanto ônibus queimando junto. Muito calor, muito quente”, relatou.

Segundo ele, um dos veículos retirados já estava parcialmente danificado pelo fogo. “Um dos ônibus que eu tirei estava com a frente derretida. Foi bem difícil tirar ele de lá por causa disso”, disse.

Para acessar uma das áreas da garagem, foi necessário contar com o apoio dos bombeiros. “A gente entrou pela portaria principal. Essa porta aqui estava trancada. Com a ajuda de um dos bombeiros, a gente conseguiu arrebentar a porta e empurrar ela. O pátio estava cheio de ônibus e fomos tirando o máximo que dava”, contou.

Incêndio mobilizou 25 bombeiros

De acordo com o tenente-coronel Marcos Viana, comandante do 3º Batalhão de Bombeiros Militar, a corporação recebeu diversos chamados informando sobre uma grande coluna de fumaça negra visível de várias regiões da cidade.

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“Era um incêndio de grandes proporções. A fumaça podia ser vista de diversos locais de Belo Horizonte”, explicou.

Ao chegarem ao local, os militares encontraram um cenário complexo, com dezenas de ônibus em chamas e risco de propagação para áreas vizinhas.

“Foram 27 ônibus queimados. Nosso principal objetivo foi combater o incêndio e impedir que ele se espalhasse para outras edificações. Havia uma área de mata ao lado e oficinas com diversos veículos próximos”, afirmou.

Segundo o comandante, aproximadamente 25 bombeiros participaram da ocorrência, com apoio de equipes de diferentes batalhões da capital.

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Risco de explosão

Além do combate às chamas, os bombeiros precisaram atuar para proteger outras áreas consideradas críticas dentro da garagem.

“Existia um posto de combustível no local e esse foi um dos riscos identificados. Uma equipe ficou responsável especificamente por monitorar essa área para evitar qualquer possibilidade de explosão”, explicou Viana.

Os militares também trabalharam para impedir que o fogo avançasse para uma área de vegetação próxima.

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Causas ainda são investigadas

As circunstâncias que deram origem ao incêndio ainda não foram esclarecidas. Segundo os bombeiros, existem diferentes hipóteses, incluindo a possibilidade de uma queimada ter iniciado o fogo ou até mesmo uma ação criminosa.

“A perícia da Polícia Civil foi acionada. Existem várias hipóteses, inclusive a possibilidade de incêndio criminoso, mas somente a investigação poderá apontar a causa exata”, afirmou o tenente-coronel.

Apesar da destruição de parte da frota, não houve registro de feridos. No fim da tarde, as chamas já estavam controladas, mas os bombeiros permaneceram no local realizando o trabalho de rescaldo para evitar novos focos de incêndio.

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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