O plano da Prefeitura de BH de trocar carroças com tração animal por veículos motorizados ainda esbarra em aspectos judiciais. Enquanto isso, outras cidades que serviram de modelo para o projeto têm operado nesse modelo. São Paulo e Maceió usam triciclos elétricos.
De acordo com a Secretaria Municipal de Subprefeituras da capital paulista, quatro triciclos elétricos do tipo “tuk-tuk” atuam na região central da cidade em apoio aos serviços de zeladoria e limpeza pública. Já em Maceió, o programa Ecoleta substituiu as carroças por veículos elétricos e prevê a contratação dos carroceiros pela prefeitura, com pagamento de um salário mínimo e benefícios.
Em fevereiro, o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião, apresentou e testou os triciclos elétricos que devem substituir as carroças na capital. Na ocasião, a Prefeitura informou que os 419 carroceiros cadastrados receberiam os triciclos em regime de comodato, após entregarem os cavalos aos cuidados do município.
Durante o lançamento do projeto em Belo Horizonte, a Prefeitura informou que os triciclos seriam fabricados em Maceió e que a distribuição dependeria da conclusão da licitação para aquisição dos veículos.
Autor da lei que determinou a substituição dos veículos de tração animal, o vereador Wanderley Porto (PRD) afirmou que protocolou um pedido de informações à Prefeitura para esclarecer o andamento da licitação e a previsão de entrega dos novos veículos aos carroceiros.
“Nós agora aguardamos a implementação desses veículos. Estamos fazendo também um um protocolo de um requerimento perguntando à Prefeitura em que pé que tá essa situação, se tá em licitação, se vai ser parceria público privada. Então a gente aguarda ansiosamente que esse mecanismo seja colocado em prática na cidade”, comentou Wanderley.
Nossa reportagem conversou com carroceiros da capital mineira que afirmaram não ter sido apresentado um plano concreto de entrega dos triciclos que vão substituir as carroças.
A Rede 98 também procurou a Prefeitura de Belo Horizonte repetidas vezes para obter esclarecimentos sobre o atraso no processo licitatório, mas não recebeu resposta até o fechamento desta edição. Enquanto isso, os triciclos elétricos, com capacidade para transportar até 300 quilos de carga e autonomia de aproximadamente 100 quilômetros, seguem sem previsão para entrar em operação na capital mineira.
