PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Greve da educação em BH: Defensoria aciona Justiça para garantir atendimento mínimo a alunos

Por

Larissa Reis

Siga no

Nesta segunda-feira (8/6), a categoria tem uma assembleia marcada para as 14h, quando deve discutir os rumos da paralisação (SindRede/Divulgação)

Compartilhar matéria

A Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG) ajuizou uma Ação Civil Pública com pedido de tutela de urgência para assegurar a manutenção de serviços mínimos nas escolas da rede municipal de Belo Horizonte durante a greve dos profissionais da educação, que já dura mais de um mês. Nesta segunda-feira (8/6), a categoria tem uma assembleia marcada para as 14h, quando deve discutir os rumos da paralisação.

Segundo a Defensoria, a medida não tem como objetivo questionar a legalidade da greve nem as reivindicações dos trabalhadores, mas garantir a preservação dos direitos de crianças e adolescentes afetados pela interrupção das atividades escolares.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A ação foi proposta pela Coordenadoria Estratégica de Tutela Coletiva (CETUC) e pela Coordenadoria Estratégica de Promoção e Defesa dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes (CEDEDICA). O pedido busca assegurar a continuidade mínima dos serviços educacionais, principalmente para estudantes em situação de vulnerabilidade social.

De acordo com a DPMG, a paralisação tem causado impactos significativos na rotina de milhares de alunos. Entre os prejuízos apontados estão a interrupção do processo de aprendizagem, a suspensão do acesso à alimentação escolar, a descontinuidade do atendimento educacional especializado para estudantes com deficiência e o enfraquecimento da rede de proteção que atua na identificação e encaminhamento de casos de violência, negligência e outras violações de direitos.

A coordenadora estratégica de Promoção e Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente da Defensoria, Daniele Bellettato Nesrala, afirmou que a iniciativa busca garantir o acesso das crianças às escolas, especialmente nos casos em que as unidades estão totalmente fechadas.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

“Não pretendemos entrar no mérito da greve nem no mérito administrativo, mas simplesmente garantir o direito das crianças de frequentar as escolas, especialmente como um espaço de proteção. Estamos vendo que muitas escolas estão completamente fechadas e outras têm funcionamento parcial, o que não permite o atendimento do mínimo necessário para garantir que as pessoas em situação de maior vulnerabilidade consigam acessar esse espaço de proteção”, disse.

Antes de recorrer à Justiça, a Defensoria informou que participou de reuniões com representantes da Secretaria Municipal de Educação, do Ministério Público de Minas Gerais, dos Conselhos Tutelares, do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e de órgãos da rede socioassistencial. O objetivo era construir um protocolo de atendimento mínimo para os estudantes durante a greve.

Segundo a instituição, como não houve a implementação de medidas consideradas suficientes para assegurar a continuidade dos serviços essenciais, foi decidido pelo ajuizamento da ação.

No processo, a Defensoria argumenta que a escola exerce papel que vai além do ensino formal. Para muitas crianças e adolescentes, especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade econômica, a unidade escolar também representa acesso à alimentação, acolhimento, socialização e proteção. A instituição sustenta ainda que a manutenção de um atendimento mínimo é necessária para compatibilizar o direito de greve dos trabalhadores da educação com os direitos fundamentais de crianças e adolescentes previstos na Constituição Federal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A Rede 98 procurou o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-REDE/BH) e a categoria informou que ainda não foi notificada a respeito da ação. A reportagem também procurou a Prefeitura de Belo Horizonte e aguarda o posicionamento.

Compartilhar matéria

Siga no

Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de BH e região

FliMinas reúne escritores, influenciadores e profissionais do livro em festival internacional em BH

Pesquisa aponta aumento na procura por ajustes de roupas; veja quanto custa reformar peças em BH

BH registra mínima de 10,2°C nesta segunda-feira; veja como fica o tempo ao longo da semana

Após incêndio em garagem, frota reserva será usada para manter circulação dos ônibus em BH

Moradores e funcionários ajudaram a salvar ônibus de incêndio que destruiu garagem no Dom Cabral: ‘parecia um inferno’

VÍDEOS: Fumaça de incêndio no Dom Cabral é vista de diferentes pontos de BH

Últimas notícias

Brasil defende longa invencibilidade em estreias de Copa do Mundo; veja retrospecto

Acordo de delação de Daniel Vorcaro entra em semana decisiva de negociações

Marrocos empata em último teste antes da estreia contra o Brasil na Copa do Mundo

Terremoto de magnitude 7,8 deixa mortos e feridos nas Filipinas; alerta de tsunami foi emitido

Israel promete retaliação após Irã lançar mísseis em meio à escalada de tensão no Oriente Médio

Casal é levado à delegacia por gerar tumulto após confundir símbolo de quadrilha junina com estrela do PT 

Em jogo alucinante, Brasil vence a Itália e assume liderança da VNL Feminina

Eriksen volta a desmaiar em campo, e amistoso entre Dinamarca e Ucrânia é encerrado

Cruzeiro se acerta com Racing por Gabriel Rojas