Justiça Federal libera a ANTT para fiscalizar ônibus da Buser

Por

Siga no

Buser / Divulgação

Compartilhar matéria

A Justiça Federal em Minas Gerais decidiu que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) pode fazer a fiscalização da Buser. Sendo assim, o órgão pode voltar a aplicar multas e apreender os veículos irregulares. A decisão é da Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 6ª Região.

Os desembargadores julgaram um mandado de segurança da ANTT que solicitava a reforma da decisão que proibiu a fiscalização os técnicos da agência do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de Minas Gerais (DER-MG). Foram três votos a favor e dois contra a proibição.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

“Essa decisão se soma à jurisprudência de outros Tribunais Regionais Federais sobre o serviço oferecido pela empresa, uma plataforma digital que intermedeia a contratação de serviços de transporte rodoviário de passageiros”, esclareceu a ANTT, em nota publicada em seu site.

A ANTT esclareceu, por meio de nota, que a plataforma Buser não é regulamentada pelo órgão, pois “funciona apenas como aplicativo que vende bilhetes e não presta o serviço de transporte interestadual de passageiros”. “Além disso, a 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) já publicou decisão unânime onde os serviços oferecidos pela Buser são considerados irregulares e configuram concorrência desleal com as empresas tradicionais de transporte interestadual de passageiros”, destacou.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A agência esclareceu que a fiscalização que pode levar à apreensão de veículos associados a esses aplicativos, geralmente se deve ao fato de que as empresas proprietárias dos ônibus não possuem a autorização necessária para prestar o tipo de serviço.

“Na maioria dos casos, as empresas têm autorização para realizar fretamentos turísticos e ocasionais, conhecidos como ‘circuito fechado’, destinados a grupos específicos de passageiros que viajam juntos na ida e na volta. A irregularidade ocorre quando essas empresas vendem passagens apenas de ida ou de volta, o que não se enquadra como fretamento”, esclareceu.

O que diz a Buser?

Por meio de nota, a Buser explicou que a decisão não proíbe a operação da plataforma, mas tão somente permite à ANTT fiscalizar viagens de fretamento a partir de Minas Gerais aplicando uma norma que já foi reconhecida por diversos Tribunais (estaduais e federais) como ilegal, que é o “Circuito Fechado”, regra que obriga viagens de fretamento a transportar sempre os mesmos passageiros na ida e na volta.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

“A decisão representa um entendimento contrário à jurisprudência que vem sendo construída na maior parte dos estados a favor do modelo de fretamento colaborativo – pelo qual a plataforma da Buser une viajantes a empresas fretadoras e de turismo -, entendendo que se trata de um modelo moderno, que aponta para o futuro e que é complementar ao sistema das empresas que atuam com linhas fixas”, afirmou.

Compartilhar matéria

Siga no

Webstories

Mais de Entretenimento

‘Obras seguem paradas’, diz Prefeitura de Contagem após decreto de Zema envolvendo Rodoanel

Bebês são transferidos da UTI do Hospital das Clínicas após casos de piolho-de-pombo

Zema publica decreto para acelerar licenciamento ambiental do Rodoanel Metropolitano

UFMG recruta crianças de até 2 anos para pesquisa sobre desenvolvimento infantil

Acidente entre carro, carreta e micro-ônibus deixa 11 feridos na BR-040

Apostador de BH leva sozinho prêmio de R$ 1,7 milhão na Lotofácil

Últimas notícias

Matheus Pereira x Gustavo Scarpa: camisas 10 e ‘garçons’ de Cruzeiro e Atlético

América anuncia saída do atacante Renato Marques

Anvisa proíbe versões manipuladas da semaglutida, usada no Ozempic

A pedido da PF, Moraes determina reforço no policiamento na casa de Bolsonaro

Força máxima e possível estreia: como Leonardo Jardim deve escalar o Cruzeiro para o clássico

Itamaraty condena declarações de ministro israelense sobre Lula: ‘ofensas e inverdades’

Desfalques na defesa e ‘dúvida’ no ataque: as opções de Cuca para escalar o Atlético para o clássico

CCBB BH 12 anos: show de Marina Lima e exposição dos anos 1980 gratuitos

Deputado Lucas Lasmar critica gestão da saúde em Minas