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Justiça manda Vespasiano recolher animais soltos após acidentes e maus-tratos

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Igor Teixeira

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Justiça determina que Prefeitura de Vespasiano implemente ações de controle e apreensão de animais de grande porte soltos em vias públicas. (Reprodução/MPMG)

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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) conseguiu decisão liminar que obriga a Prefeitura de Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a iniciar, em até 90 dias, ações para controlar animais de grande porte soltos na cidade.

A medida prevê fiscalização, apreensão e manejo adequado de animais como cavalos e bois encontrados em vias urbanas e rodovias.

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Problema antigo

A ação foi proposta pela Promotoria de Meio Ambiente e pela Coordenadoria Estadual de Defesa dos Animais. Segundo o MPMG, a omissão do município compromete a segurança no trânsito, o bem-estar animal e a saúde pública.

Animais soltos são frequentemente vistos nas ruas e às margens de estradas, sem qualquer controle.

Maus-tratos e risco

Vistorias técnicas apontaram animais com feridas abertas, sinais de exaustão, excesso de carga e sem atendimento veterinário.

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Além dos maus-tratos, a situação aumenta o risco de doenças e coloca motoristas em perigo.

Acidentes nas pistas

A presença desses animais tem causado acidentes graves nas rodovias MG-010 e MG-424.

Registros da Polícia Militar mostram colisões e atropelamentos com vítimas e mortes de animais nos últimos 12 meses.

A decisão também determina que a prefeitura apresente, em até 150 dias, um plano definitivo para o recolhimento, guarda e destinação dos animais.

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O município ainda deverá prever recursos no orçamento para manter as ações de forma contínua.

Falha conjunta

O caso faz parte do projeto Bioinfra. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) já apontou que o problema nas rodovias da região envolve falhas tanto do município quanto do Estado.

A falta de controle dos animais e a ausência de infraestrutura nas estradas aumentam o risco de acidentes.

Saúde pública

Segundo o MPMG, animais soltos sem controle sanitário podem transmitir doenças como raiva, febre maculosa e leishmaniose.

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A decisão reforça que a situação envolve não só proteção animal, mas também saúde pública e segurança da população.

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Igor Teixeira

Jornalista formado pelo Centro Universitário UNA, é repórter de política da 98FM. Tem passagens pela TV Alterosa e Itatiaia.

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