Os projetos das prefeituras de Belo Horizonte e de Nova Lima para melhorar a mobilidade entre as duas cidades estão sendo questionados pelo Ministério Público de Minas Gerais. A Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo alega que medidas para priorizar o transporte público estão sendo deixadas de lado. Um procedimento administrativo de acompanhamento foi aberto pelo órgão.
As obras estão previstas para acontecer no Trevo do Belvedere, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Entre elas, está a ampliação dos viadutos que ficam no encontro entre a MGC-356 e a Avenida Raja Gabaglia, ao lado do BH Shopping.
Para o Ministério Público as providências até agora anunciadas pelo poder público concentram-se, de forma preponderante, na ampliação da capacidade viária para o automóvel particular, com sub-representação das medidas voltadas ao transporte coletivo de passageiros e à gestão e redução do uso do veículo individual motorizado.
O órgão alega que os projetos podem contrariar a diretriz de prioridade do transporte público coletivo e dos modos não motorizados sobre o transporte individual motorizado, prevista na Política Nacional de Mobilidade Urbana.
A promotoria também cita o projeto do Parque da Linha Férrea, autorizado pelo Governo Federal. Ele prevê a construção de uma nova via de 5,2 quilômetros, combinada com um parque linear em uma área da antiga ferrovia. Para o MPMG, o projeto também prioriza a ampliação da capacidade viária, ao invés do transporte sobre trilhos.
O órgão solicitou informações às prefeituras de Belo Horizonte e Nova Lima, além do Governo de Minas, da Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte e da Superintendência Regional do Patrimônio da União em Minas Gerais.
