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Navegação na Lagoa da Pampulha é estendida por mais três meses

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Larissa Reis

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Os passeios são realizados no catamarã “Capivarã”, com capacidade para até 30 pessoas, incluindo equipe e guia (Wander Faria/PBH)

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A navegação turística na Lagoa da Pampulha vai continuar por mais três meses a partir desta terça-feira (14/4). A atividade, iniciada em dezembro como projeto piloto, segue em funcionamento após registrar boa adesão do público, embora ainda esteja em fase de avaliação pela prefeitura.

Os passeios são realizados no catamarã “Capivarã”, com capacidade para até 30 pessoas, incluindo equipe e guia. A proposta é oferecer uma nova forma de circular por um dos principais cartões-postais de Belo Horizonte, permitindo que moradores e visitantes observem o conjunto arquitetônico e paisagístico por outro ângulo.

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A extensão do projeto também tem caráter técnico. Nos primeiros meses, as operações ocorreram durante o período chuvoso. Agora, com a chegada da estação seca, a ideia é observar como a embarcação se comporta em condições climáticas diferentes, fator considerado importante para definir a viabilidade do serviço a longo prazo.

Desde o início das atividades, no fim de dezembro, foram realizadas 191 viagens, atendendo cerca de 4,8 mil passageiros. Os dados de avaliação, divulgados pela Belotur, indicam alto nível de satisfação, embora os números façam parte de um levantamento interno vinculado ao próprio projeto.

Os passeios são gratuitos, com distribuição de ingressos pela internet. Ao todo, são 26 vagas por saída, com três horários por dia (10h, 13h e 15h), somando nove viagens semanais. O embarque acontece próximo à Casa do Baile, no Centro de Atendimento ao Turista Veveco.

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Durante o trajeto, o barco percorre pontos do Conjunto Moderno da Pampulha, reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade, com explicações sobre história, arquitetura e aspectos ambientais da lagoa.

Além do público geral, o projeto passou a incluir estudantes da rede municipal. As visitas têm foco educativo e abordam temas como biodiversidade, preservação ambiental e história urbana. Nos primeiros dias dessa etapa, mais de 80 alunos participaram das atividades.

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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