Imagine você utilizar um veículo do VLT para deslocar entre cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte, ou utilizar o metrô para chegar ao Bairro Belvedere, na Região Centro-Sul, e, até mesmo, utilizar um ônibus com uma via direta entre a capital mineira e o Aeroporto Internacional, em Confins?
Isso seria possível se projetos apresentados pelo Governo de Minas e a prefeitura de BH saíssem do papel. O Estudo Nacional de Mobilidade Urbana mostra que a Grande BH teria ganhos como redução do tempo de deslocamento da população, menos acidentes com vítimas, geração de emprego, e um atendimento a mais de 1,4 milhão de passageiros por dia.
O levantamento foi feito pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES, e o Ministério das Cidades, com base nos Planos de Mobilidade de Belo Horizonte, da Região Metropolitana, no Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado, e na carteira de projetos da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade de Minas Gerais.
O estudo mostrou que a Grande BH tem um potencial de ampliar para 314 quilômetros a rede de transporte público coletivo de média e alta capacidade. A previsão de investimentos é de R$ 35,57 bilhões. A expansão atenderia 1,4 milhão de passageiros por dia. Atualmente, segundo a pesquisa, a região conta com 84 quilômetros de rede de transporte público.
Ao todo, são 14 projetos de extensão ou implantação de novos modais do transporte público. Alguns deles chamam a atenção. Em Belo Horizonte, há por exemplo, estudos mais “famosos”, como a construção do BRT Amazonas, com investimento de R$ 411 mi e previsão de realizar, em 2054, mais de 279 mil embarques. Ou, o BRT no Anel Rodoviário, com aporte previsto de R$ 940 milhões e previsão de realizar quase 168 mil embarques no mesmo período.
Outros dois projetos também tentam expandir o Move. Um deles fazendo a ligação entre o Bairro Belvedere e Nova Lima, por meio de uma Via Estruturante. O investimento previsto é de mais de R$ 1 bilhão. A outra pista exclusiva para ônibus seria entre a Estação Vilarinho e o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins. O valor previsto é de R$ 612 milhões.
Também foram analisados projetos de expansão do metrô, como as linhas que chegam ao Bairro Belvedere, a Savassi e ao Morro das Pedras. Além da implantação do veículo leve sobre trilhos, o VLT. Estudos apontam uma construção entre a Lagoinha, em BH, e Ribeirão das Neves, e outra fazendo a conexão entre Contagem e Santa Luzia, passando pela Cidade Administrativa.
Projetos de Mobilidade da Grande BH
Projetos de Mobilidade da Grande BH
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