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Anvisa aprova novo medicamento para tratamento e prevenção da enxaqueca no Brasil

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Larissa Reis

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A aprovação do Nurtec ODT foi publicada nesta segunda-feira (25/5) no Diário Oficial da União (Divulgação)

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o registro de um novo medicamento indicado para o tratamento e a prevenção da enxaqueca no Brasil. A aprovação do Nurtec ODT foi publicada nesta segunda-feira (25/5) no Diário Oficial da União.

O remédio, desenvolvido pela Pfizer, tem como princípio ativo o rimegepanto, substância que atua bloqueando a ação do CGRP, proteína associada às dores e aos processos inflamatórios que ocorrem durante as crises de enxaqueca.

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Segundo especialistas, o principal diferencial do medicamento é reunir em um único comprimido tanto o uso durante as crises quanto o tratamento preventivo. O Nurtec ODT é um comprimido orodispersível, ou seja, dissolve na boca sem necessidade de água.

A neurologista Sara Casagrande, integrante da Sociedade Brasileira de Cefaleias e da International Headache Society, afirma que o medicamento faz parte de uma nova geração de tratamentos desenvolvidos especificamente para enxaqueca.

De acordo com a médica, outra vantagem é que o remédio não provoca vasoconstrição, estreitamento dos vasos sanguíneos, efeito que pode limitar o uso de alguns medicamentos tradicionais em pacientes com problemas cardiovasculares.

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As apresentações aprovadas pela Anvisa incluem cartelas com 2, 8 e 16 comprimidos de 75 mg. O registro do medicamento tem validade até maio de 2036.

Estudos apontam redução das dores

Um estudo de fase 3 publicado na revista científica The Lancet avaliou a eficácia do rimegepanto em adultos com histórico de enxaqueca.

Na pesquisa, pacientes receberam uma dose de 75 mg do medicamento ou placebo durante crises moderadas ou intensas. Após duas horas, 21% dos participantes que utilizaram o remédio ficaram sem dor, enquanto no grupo placebo o índice foi de 11%.

Os pesquisadores também observaram melhora em sintomas considerados mais incômodos pelos pacientes, como náusea, sensibilidade à luz e sensibilidade ao som.

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Os efeitos adversos relatados foram considerados pouco frequentes. Entre os principais estão náusea e infecção urinária. Segundo os estudos, não houve registro de eventos graves relacionados ao uso do medicamento.

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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