O rigor da fiscalização sanitária atingiu em cheio prateleiras de produtos naturais e óleos vegetais nesta semana. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira (25/3), a apreensão e a proibição imediata de diversos itens, alertando consumidores para riscos que vão desde a falta de licença de fabricação até fraudes confirmadas em laboratório.
A medida é drástica: fica proibida a comercialização, distribuição, fabricação, divulgação e o consumo dos produtos listados. As irregularidades foram detectadas tanto em alimentos processados quanto em itens importados que apresentavam alegações de saúde não autorizadas pelo órgão regulador.
Produtos naturais sob interdição
A empresa MZD Comércio de Produtos de Saúde Ltda. foi o principal alvo da ação. Segundo a Anvisa, a fabricante não possuía licença sanitária para a produção dos itens. Além disso, os produtos eram anunciados com benefícios à saúde que não possuem aprovação científica validada pela agência.
Confira a lista dos itens proibidos da MZD:
- Cacau em pó e Camu-camu em pó;
- Gengibre em pó e Melado de cana-de-açúcar;
- Tâmara jumbo, Uva-passa argentina e Figo seco espanhol.
Fraude no azeite de oliva Royal
Outro alerta crítico envolve o azeite de oliva extra virgem da marca Royal. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) identificou fraude no lote 255001, fabricado pela T. Globo Importação e Exportação Ltda. Análises laboratoriais confirmaram que o produto continha a mistura de outros óleos vegetais, descaracterizando o padrão de “extra virgem”.
Mesmo após a determinação inicial de recolhimento pelas autoridades, o produto continuou sendo comercializado indevidamente. Com a nova decisão, estão terminantemente proibidas a importação, propaganda e venda deste lote específico em todo o território nacional.
