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Autoridades lamentam a morte do fotógrafo mineiro Sebastião Salgado

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A morte de Sebastião Salgado sensibilizou autoridades de todo o Brasil (Instituto Terra/Divulgação)

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A morte do fotógrafo mineiro Sebastião Salgado, nesta sexta-feira (23/5), sensibilizou autoridades de todo o Brasil. Natural de Aimorés, no Vale do Rio Doce, Salgado começou a fotografar em 1973 e conquistou inúmeros prêmios com os seus registros.

O artista ficou conhecido por seus registros documentais de cenas emblemáticas pelo mundo, como a fome na África, garimpeiros no Brasil, as Galápagos, calotas polares e a floresta amazônica.

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Nas redes sociais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prestou homenagem ao fotógrafo, de quem recebeu um exemplar do livro “Amazônia”, lançado em 2021.

“Seu inconformismo com o fato de o mundo ser tão desigual e seu talento obstinado em retratar a realidade dos oprimidos serviu, sempre, como um alerta para a consciência de toda a humanidade. Salgado não usava apenas seus olhos e sua máquina para retratar as pessoas: usava também a plenitude de sua alma e de seu coração”, escreveu Lula.

Prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil) também lamentou a morte de Salgado. “Mineiro da pequena Aimorés, ele fez de sua terra um exemplo de preservação e educação ambiental. Seus olhos nos mostraram o mundo por meio de milhares de fotografias que revelam amor e solidariedade”, disse Damião.

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A Unesco se referiu a Sebastião como alguém “comprometido com a educação e a proteção dos seres vivos” e disse que o fotógrafo “mudou nossa visão de mundo”. “Nossos pensamentos estão com sua família e entes queridos”, publicou a organização.

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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