O Brasil repetiu seu pior desempenho histórico no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) de 2025, divulgado nesta terça-feira (10/2) pela ONG Transparência Internacional. Com apenas 35 pontos (em uma escala de 0 a 100), o país ocupa a 107ª posição entre 182 nações avaliadas, permanecendo abaixo da média global e das Américas, ambas fixadas em 42 pontos.
A variação de um ponto em relação ao ano anterior foi considerada estatisticamente irrelevante, indicando um cenário de estagnação que coloca o Brasil ao lado de países como Argentina e Sri Lanka.
O relatório paralelo “Retrospectiva 2025” alerta para a infiltração do crime organizado no Estado e cita casos de macrocorrupção, como esquemas no INSS e no Master. Outro ponto crítico é o controle do Orçamento pelo Legislativo. As emendas parlamentares ultrapassaram R$ 60 bilhões em 2026, fenômeno classificado pela entidade como “captura orçamentária” que se estende a estados e municípios.
O documento aponta falhas estruturais no sistema financeiro e na advocacia, mencionando suspeitas sobre contratos de alto valor do BANCO MASTER com escritórios ligados a autoridades do STF. A ONG recomenda a criação de um código de conduta para o Judiciário e apurações independentes.
Apesar do cenário negativo, a Transparência Internacional destacou pontos positivos, como a atuação da Receita Federal e do Ministério Público em operações de inteligência (ex: Carbono Oculto) e a rejeição da “PEC da Blindagem” no Senado.
