Uma gravação de 1955 voltou a colocar o nome de Chico Xavier no centro do debate entre ciência e espiritualidade. Pesquisadores da Universidade Federal de Juiz de Fora analisaram um áudio de 54 minutos com uma sessão mediúnica do famoso médium mineiro — e os resultados chamam atenção.
Na gravação, Chico Xavier descreve supostas comunicações com espíritos ligados ao visitante português Isidoro Duarte Santos, presidente da Federação Espírita Portuguesa e fundador da revista Estudos Psíquicos. Durante a sessão, o médium teria apresentado informações sobre 18 pessoas falecidas, com detalhes físicos, comportamentais e episódios específicos de suas vidas.
O estudo identificou 65 itens verificáveis na gravação. Desse total, 87,7% foram considerados corretos — e apenas cerca de 3% apontados como incorretos. Mais do que isso: em quase um terço dos casos, os pesquisadores avaliaram que seria improvável que as informações tivessem sido obtidas por meios convencionais, como livros ou conversas.
A sessão analisada incluiu ainda a psicografia de poemas atribuídos a autores portugueses e uma carta supostamente ditada pela esposa falecida do visitante — cuja assinatura e estilo teriam sido reconhecidos pelo próprio Isidoro Duarte Santos.
O artigo com os resultados foi publicado na revista científica Explore, especializada em pesquisas que exploram a fronteira entre medicina e espiritualidade. O estudo não afirma que há prova de vida após a morte, mas reacende uma questão que a ciência ainda não consegue fechar: como explicar tanta precisão?
