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Ozivy: concorrente nacional do Ozempic é aprovado pela Anvisa

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Larissa Reis

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O produto, batizado de Ozivy, será fabricado pela EMS e recebeu autorização para comercialização após o fim da patente da substância (Caroline Morais/Ministério da Saúde)

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A aprovação do primeiro medicamento nacional à base de semaglutida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriu um novo capítulo no mercado das chamadas “canetas emagrecedoras” no Brasil. O produto, batizado de Ozivy, será fabricado pela EMS e recebeu autorização para comercialização após o fim da patente da substância da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk no país.

A semaglutida é o princípio ativo utilizado nos medicamentos Ozempic e Wegovy, que ganharam popularidade nos últimos anos por auxiliarem no controle da glicemia e na perda de peso.

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O registro do Ozivy foi concedido pela Anvisa por meio da modalidade chamada “desenvolvimento abreviado”, utilizada quando o medicamento é baseado em uma substância já conhecida no mercado, mas ainda precisa comprovar segurança, eficácia e qualidade para obter autorização regulatória.

A decisão da agência ocorre após meses de análise técnica. Desde março, quando a patente da semaglutida expirou no Brasil, laboratórios passaram a disputar espaço em um setor bilionário impulsionado pela alta procura por tratamentos contra obesidade e diabetes tipo 2.

Antes da aprovação do Ozivy, outros pedidos de registro chegaram a ser barrados pela Anvisa por problemas relacionados à documentação e ao cumprimento de exigências técnicas.

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De acordo com a publicação oficial da agência, o novo medicamento foi aprovado em versões injetáveis para aplicação subcutânea, com diferentes apresentações acompanhadas de canetas aplicadoras e agulhas.

A entrada de um concorrente nacional no mercado pode ampliar a oferta de medicamentos à base de semaglutida no país e aumentar a concorrência em um segmento dominado até então pelos produtos da Novo Nordisk.

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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