A cidade de Ubá, na Zona da Mata mineira, vive um colapso após ser atingida por um volume histórico de chuvas. Em entrevista à Rede 98, o prefeito José Damato confirmou que o município registrou sete óbitos, duas pessoas desaparecidas e cerca de 300 feridos. A tempestade, que despejou 170 milímetros de água em apenas três horas, fez o nível do rio subir 8 metros, destruindo casas e pontes. “A situação é de tragédia total. O que está aparecendo na imprensa não é nem uma parte da real situação. É um cenário de guerra”, desabafou o prefeito.
Nesse sentido, o impacto na infraestrutura de saúde e serviços essenciais foi devastador. A enchente atingiu a policlínica da cidade e destruiu a farmácia municipal e a sala de vacinas, levando à perda de todos os medicamentos e imunizantes. Além disso, três pontes na região central desabaram e cinco imóveis foram totalmente danificados. O prefeito já decretou estado de calamidade pública e suspendeu as aulas para que as escolas possam servir de abrigo, caso o número de desalojados aumente.
Apoio do Exército e crise hídrica
Diante da gravidade, a prefeitura busca auxílio urgente das esferas estadual e federal. Damato relatou contatos com o vice-presidente Geraldo Alckmin e com o governo de Minas. Embora recursos financeiros ainda não tenham sido garantidos, houve o compromisso do envio de tropas do Exército para auxiliar na limpeza e no resgate. “Nesse momento, o principal é garantir a segurança das vidas. No segundo momento, depois que as vidas estiverem preservadas, nós vamos avançar na reestruturação da cidade”, afirmou.
Por outro lado, o vice-prefeito, Cabo Rominho, fez um apelo dramático à população para que economize água e evite sair de casa, uma vez que as ruas estão intransitáveis, tomadas por lama e entulho. O sistema de abastecimento foi brutalmente afetado e cidades vizinhas estão enviando maquinário e pessoal para ajudar. “Hoje nós estamos chorando, mas vamos trabalhar diuturnamente para que nossa cidade volte a sorrir novamente”, declarou o vice-prefeito.
Por fim, a administração municipal reforçou que as equipes de assistência social estão nas ruas para acolher as famílias atingidas. Apesar da suspensão de procedimentos eletivos e da destruição de parte da estrutura física, os hospitais continuam operando em regime de urgência máxima para atender centenas de feridos. A expectativa agora, sendo o representante do poder executivo municipal, é pela chegada efetiva dos agentes da Defesa Civil Nacional e Estadual para coordenar a resposta ao desastre.
