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Dia do Radialista: como o mineiro Ary Barroso deu nome à data

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(foto: Marcus Guimarães)

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Neste sábado (7/11), é celebrado o Dia do Radialista. A data homenageia o compositor e radialista Ary Barroso, que nasceu em Ubá, na Zona da Mata de Minas Gerais, em 7 de novembro de 1903.

Autor de “Aquarela do Brasil”, Ary Barroso também foi locutor esportivo e apresentador de programas de calouros. Para quem fala ao microfone todos os dias, como a equipe da Rádio 98, a data tem sotaque mineiro.

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Por que o Dia do Radialista é em 7 de novembro

O Dia do Radialista cai em 7 de novembro porque é a data de nascimento de Ary Barroso. A escolha está na Lei 11.327, sancionada em 24 de julho de 2006 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Antes da lei, a categoria comemorava em 21 de setembro, tradição que vinha dos anos 1940. Muitos profissionais do rádio mantiveram o costume e, desde 2006, celebram as duas datas.

  • Data oficial: 7 de novembro
  • Lei: 11.327, de 24 de julho de 2006
  • Data antiga: 21 de setembro
  • Homenageado: Ary Barroso (Ubá, 1903 – Rio de Janeiro, 1964)

Ary Barroso e o gongo da Hora do Calouro

Ary Barroso chegou ao rádio no início dos anos 1930, tocando em programas da Rádio Philips, no Rio de Janeiro. Em 1937, estreou a Hora do Calouro na Rádio Cruzeiro do Sul.

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No comando do programa, Ary Barroso era conhecido pelo rigor. Um gesto dele bastava para o gongo soar em cima do candidato desafinado. O apresentador exigia repertório brasileiro e queria ouvir o nome do compositor de cada canção.

Os programas de calouros de Ary Barroso, como o Calouros em Desfile, ajudaram a revelar Elza Soares, Dolores Duran e Elizeth Cardoso.

Dessa exigência nasceu uma das histórias mais contadas do rádio. Uma caloura anunciou que cantaria “Se Todos Fossem Iguais a Você”, de Vinicius de Moraes. Ary Barroso, que sabia que a música também era de Tom Jobim, perguntou: “E o Tom?”. A moça respondeu: “Lá menor”.

A gaitinha nas transmissões de futebol

Ary Barroso também marcou a locução esportiva. Como o grito de gol se perdia no barulho da arquibancada, ele passou a tocar uma gaitinha para avisar o ouvinte. Foi uma das primeiras vinhetas das transmissões de futebol no país.

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Flamenguista declarado, Ary Barroso não escondia a torcida no ar. No gol do Flamengo, soprava a gaitinha várias vezes. No gol do adversário, o som quase não se ouvia.

A paixão rendeu episódios curiosos. Proibido de entrar em um estádio, o locutor instalou o equipamento no telhado de uma casa vizinha e transmitiu a partida de lá.

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Carol Ferraris

Jornalista, pós graduada em produção de jornalismo digital pela PUC Minas. Produtora multimídia de entretenimento na Rádio 98, com passagens pelo Estado de Minas e TV Alterosa.

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