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Em Degola, Monique Malcher retrata violência, desigualdade e luta por moradia na Amazônia

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Igor Teixeira

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(Foto 1: Renato Parada/ Foto 2: Divulgação/ Companhia das Letras)

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A infância marcada pela violência, a luta por moradia e as desigualdades sociais na Amazônia são o ponto de partida de Degola, romance da escritora paraense Monique Malcher, publicado pela Companhia das Letras. A obra acompanha a trajetória de Sol, uma mulher que tenta reconstruir a própria vida enquanto enfrenta as lembranças de uma infância atravessada por perdas, conflitos familiares e pela precariedade de uma ocupação de terra em Manaus.

Ambientada principalmente na década de 1990, a narrativa começa com a história de uma família que deixa Santarém, no Pará, em direção à capital amazonense, atraída pelas oportunidades de emprego associadas à Zona Franca de Manaus. A promessa de uma vida melhor, porém, dá lugar a dificuldades financeiras e à necessidade de construir uma casa em uma ocupação.

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É nesse ambiente que Sol cresce, cercada por relações de afeto, tensões familiares e episódios de violência. A morte do irmão Yan, ainda na infância, torna-se uma das experiências mais traumáticas da protagonista. Anos depois, já adulta e trabalhando como médica-veterinária, ela continua tentando compreender o passado e se libertar da culpa que carrega desde criança.

Em entrevista à Rádio 98, Monique Malcher explicou que a ideia do romance surgiu do interesse em retratar os movimentos migratórios dentro do próprio Brasil, especialmente aqueles que acontecem entre estados da região Norte.

Segundo a escritora, embora a história se passe há três décadas, as questões sociais apresentadas continuam presentes na realidade brasileira.

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“Degola veio dessa vontade de escrever sobre esse assunto que eu acho que não é só um assunto do passado. O livro se passa na década de 90, mas é um assunto muito atual. O assunto da moradia ainda é um assunto brasileiro, ainda é um assunto da América Latina. A dignidade de ter uma casa para morar, não como um luxo, mas para muitas pessoas a gente vê como um luxo ter uma casa, né? Mas não deveria ser”, afirmou.

A experiência pessoal e a construção de Sol

Nascida em Santarém, Monique também viveu em uma ocupação durante a infância. A experiência, no entanto, não foi reproduzida diretamente na trajetória de Sol.

A escritora contou que tinha aproximadamente seis ou sete anos quando passou por essa situação e que guarda poucas lembranças do período. O desejo de criar uma personagem capaz de recordar a própria infância foi um dos elementos que orientaram a construção do romance.

Apesar dessa aproximação inicial, Monique ressaltou que Degola é uma obra ficcional. Para desenvolver a história, ela entrevistou pessoas que viveram em ocupações de terra durante a década de 1990 e utilizou os relatos como referência para a criação de personagens e acontecimentos.

A formação acadêmica da autora também influenciou o processo. Mestre em antropologia e doutora em ciências humanas, Monique buscou aproximar a literatura da pesquisa histórica e social.

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O trabalho de investigação envolveu entrevistas, reportagens antigas, documentários e relatos sobre os conflitos por moradia na Amazônia. Entre a pesquisa, a escrita e a edição, o romance levou aproximadamente três anos para ficar pronto.

A autora explicou que um de seus objetivos é apresentar uma imagem mais ampla da região Norte, frequentemente associada apenas às paisagens naturais.

“Eu acho que um dos meus grandes objetivos como escritora também é apresentar o Norte fora da ideia desse imaginário cristalizado que se tem do Norte, que é só beleza, belos rios, floresta. A gente é muito mais do que isso. Então, eu aproveitei para brincar com isso, do que é real, o que não é, trazer alguns personagens”, destacou.

A infância como parte central da narrativa

Um dos principais recursos de Degola é a alternância entre a infância e a vida adulta da protagonista. A narrativa não segue uma ordem cronológica rígida e permite que o leitor acompanhe as consequências de acontecimentos antigos sobre a vida de Sol.

Para Monique, contar a história a partir da perspectiva de uma criança é uma forma de questionar a maneira como a sociedade desconsidera os sentimentos e a capacidade de compreensão das pessoas durante a infância.

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A escritora argumenta que crianças frequentemente são tratadas como indivíduos que ainda precisam se tornar alguém, especialmente em uma sociedade que associa a identidade pessoal à profissão e à posição econômica.

“A gente vive no capitalismo onde nós somos muito definidos pelo que nós fazemos. Quando alguém pergunta o que a gente é, a nossa primeira resposta no automático é dizer com o que a gente trabalha. Então, tem uma pergunta que a gente sempre faz para as crianças, que é o que elas querem ser quando crescerem. E acho que a gente esquece que a criança já é alguma coisa. Não precisa ter uma profissão para ser alguma coisa no mundo, para ter uma importância, para ser ouvida”, afirmou.

Na avaliação da autora, essa desvalorização também representa uma forma de violência, já que crianças compreendem e sentem os acontecimentos ao redor, mesmo quando não conseguem interpretá-los da mesma maneira que os adultos.

“Isso é uma grande violência, porque as crianças já sentem, já têm ação, já entendem muita coisa, e são ignoradas. Para mim é muito importante trazer personagens durante a infância, para que a gente quebre essa ideia da criança sem agência, da criança que não entende o meio em que está, que não entende a violência. Pode não entender como o adulto entende, mas ela sente, ela sente tudo aquilo e precisa ser ouvida, amparada”, acrescentou.

Em Degola, essa perspectiva aparece principalmente na maneira como Sol vivencia a morte do irmão, os conflitos entre os pais e a violência na ocupação. São experiências que continuam presentes em sua vida mesmo depois de alcançar a idade adulta.

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A relação entre Sol e Joana

A relação entre a protagonista e sua mãe, Joana, é outro elemento importante do romance. Marcada por conflitos, cobranças e dificuldades de comunicação, a convivência entre as duas revela as contradições de uma família que enfrenta perdas e condições precárias de sobrevivência.

Monique explicou que não pretendia construir Joana como uma mãe exclusivamente cruel ou como uma personagem responsável por todos os problemas da filha.

A intenção foi apresentar diferentes camadas da maternidade, especialmente em contextos periféricos, nos quais mulheres frequentemente precisam assumir responsabilidades familiares e financeiras em condições adversas.

Segundo a escritora, Joana é uma das personagens que mais provocam discussões nos clubes de leitura. Enquanto alguns leitores defendem suas atitudes, outros a responsabilizam pelo sofrimento de Sol.

“Quando eu escrevi a mãe, a Joana, eu pensava exatamente nisso, sobre esse debate que a gente precisa fazer sobre a maternidade, que ou se coloca a mãe no lugar que é a culpada de tudo ou se coloca a mãe no lugar que tem que ser a salvadora de tudo, é a mãe imaculada, perfeita. Então não parece que existe um meio-termo para a maternidade, e também a maternidade que acontece em lugares periféricos às vezes vai ser diferente”, explicou.

A autora relacionou essa construção à própria experiência de crescer na periferia e observar mulheres que precisavam assumir uma postura mais rígida diante das dificuldades cotidianas.

“Uma mulher num contexto periférico, uma mulher que se vira, que tem que dar conta de uma casa, de um monte de filhos, de netos, tem um outro posicionamento em relação à maternidade, em relação à vida. Então eu queria trazer essa camada para Joana. Não queria colocar ela como uma mãe que é culpada por tudo, mas também queria colocar o leitor nessa encruzilhada”, completou.

Para Monique, a literatura não precisa oferecer respostas definitivas sobre o comportamento das personagens. Ao contrário, pode estimular o leitor a questionar suas próprias interpretações.

A violência que ultrapassa os assassinatos

Embora apresente mortes brutais e conflitos envolvendo a disputa por terras, Degola também retrata formas de violência menos evidentes, como a ausência de saneamento básico, a insegurança habitacional e a falta de infraestrutura.

A ocupação onde Sol vive é marcada por condições precárias, mas também por relações comunitárias e pela organização dos moradores em busca da regularização do território.

Para a escritora, a violência não pode ser compreendida apenas pelos episódios de agressão física. A impossibilidade de acessar direitos básicos também compromete a dignidade e a formação das pessoas.

“Não é só as mortes, os assassinatos que acontecem, é o simples fato de você não ter um saneamento básico. Isso é muito violento, né? Você não tem uma torneira dentro de casa, um sanitário. Tem gente que nunca imaginou como é não ter um banheiro dentro de casa. E aí leu o livro e fica espantado. Só que a gente tem um Brasil que vive assim até hoje”, afirmou.

Monique contou que o contato prolongado com relatos de violência tornou a escrita do romance emocionalmente difícil. Durante a pesquisa, ela acompanhou histórias de assassinatos, conflitos territoriais e situações de extrema vulnerabilidade.

A autora também relatou que alguns leitores consideraram determinadas mortes retratadas no livro exageradas ou pouco verossímeis. Segundo ela, porém, episódios semelhantes fazem parte da realidade de regiões brasileiras pouco conhecidas por parte da população.

“Se você abrir os jornais, principalmente do Norte, você vai ver que a gente tem muitas mortes, muitos assassinatos que acontecem dessa maneira. A vida real é assombrosa, é horrorosa, muito mais horrorosa do que um livro de literatura pode ser. Então, é realmente difícil acreditar na realidade no livro quando a gente não se encontra com essa realidade, quando a gente vive em um mundo muito protegido”, declarou.

A política e os conflitos por terra na Amazônia

A dimensão política também ocupa espaço importante em Degola. O romance aborda a atuação de lideranças comunitárias, a luta pela regularização de ocupações e a relação entre moradores e representantes do poder público.

Uma das personagens, irmã Eliana, foi inspirada em Helena Augusta, religiosa que, segundo Monique, teve participação importante na luta pela regularização de bairros periféricos de Manaus.

A escritora explicou que buscou homenagear lideranças que contribuíram para a organização das comunidades amazônicas, muitas delas ameaçadas ou assassinadas em conflitos relacionados à terra.

Outro personagem inspirado em acontecimentos reais é um governador que visita a ocupação acompanhado por jornalistas e procura assumir o protagonismo de uma conquista construída pelos moradores.

Monique revelou que a figura foi baseada em um político que realmente existiu e realizou uma visita semelhante. A autora, entretanto, não revelou o nome durante a entrevista.

“Esse governador do livro é inspirado em um governador realmente que existiu. A gente tem até matérias, os amazonenses que leram o livro conseguiram identificar o governador em que eu me inspirei ali, e que foi realmente a uma ocupação e fez todo esse espetáculo”, contou.

Na narrativa, o governador promete impedir a derrubada das moradias e apresenta a regularização do território como resultado de sua própria atuação. Para Monique, a cena representa uma dinâmica política em que autoridades tentam se apropriar de conquistas coletivas.

“Ele diz que as casas não vão ser derrubadas, os barracos não vão ser derrubados e tudo mais. Mas, na verdade, quem tá realmente batalhando ali para que a ocupação vire bairro são os moradores. Então, quando ele vê que não tem mais para onde escapar, que a luta da moradia já foi longe demais, aí o governador vem e diz que é por causa dele que as pessoas vão ter a casa delas, o bairro oficializado”, explicou.

A escritora também comentou a influência de relações familiares e da imagem pessoal de governantes sobre as escolhas eleitorais, além da proximidade entre determinados grupos políticos e veículos de comunicação.

Para ela, a política não se limita às disputas eleitorais, mas também está presente nas escolhas individuais, nas relações sociais e na própria construção das histórias literárias.

“Eu tenho um interesse muito grande em política, porque eu acho que as decisões políticas, não só de políticos, mas como a gente vive a nossa vida, a política tá em tudo. Nas escolhas que você faz no livro, nas escolhas que você faz para os teus personagens, em quem eu sou, como eu falo, como eu me apresento. Então, eu tenho uma vontade muito grande de falar sobre esse Brasil que não é contado”, declarou.

A esperança de continuar vivendo

Apesar das tragédias que atravessam a história, Monique considera que Degola também é um romance sobre resistência e esperança.

Na vida adulta, Sol consegue se formar, trabalhar como médica-veterinária e conquistar condições de vida diferentes daquelas que conheceu na infância. Ainda assim, as experiências traumáticas continuam presentes em suas lembranças.

Um dos elementos centrais dessa etapa é a decisão de aprender a nadar aos 36 anos. A atividade representa um enfrentamento simbólico da água, associada à morte do irmão, e uma tentativa de reconstruir a relação com o passado.

A escritora explicou que não pretendia apresentar uma personagem completamente recuperada de seus traumas, mas uma mulher que consegue seguir vivendo apesar deles.

“Eu acho que a esperança nesse livro tá no sentido de que a gente vê que é uma personagem que, apesar de todo o trauma que ela vive, que não é pouco, ela consegue, por exemplo, se tornar uma veterinária. Ela é uma mulher que consegue ter uma profissão, uma casa, morar bem, poder fazer uma natação. A gente vê como ela consegue seguir a vida, mas não é uma vida perfeita, ela não tá de todo bem, mas ela tá viva”, afirmou.

Para Monique, essa capacidade de continuar vivendo também representa a experiência de brasileiros que enfrentaram situações de violência e vulnerabilidade social.

“Ela segue a vida. Eu vejo muita esperança nisso e muitas mulheres e homens brasileiros que vêm das periferias, de lugares de conflito e seguem vivos recriando sua vida, habitando este mundo de uma outra maneira. Eu vejo esperança nisso, eu vejo beleza nisso, apesar da tristeza”, acrescentou.

A escritora também defendeu que a literatura não precisa oferecer conforto ao leitor. Para ela, os livros podem apresentar realidades desconhecidas e provocar reflexões sobre as desigualdades brasileiras.

“A literatura, pelo menos a literatura que eu tô disposta a fazer, é uma literatura que não é para fazer dormir, mas é para fazer acordar e acordar no susto. Quando você acorda de um pesadelo meio assustado, eu acho que é assim que eu me sinto escrevendo”, declarou.

Os desafios da literatura brasileira

Durante a entrevista à Rádio 98, Monique também abordou as dificuldades enfrentadas pelos escritores brasileiros, especialmente aqueles que vivem fora dos grandes centros editoriais.

A autora defendeu a ampliação de políticas públicas específicas para a literatura, incluindo editais de financiamento, apoio à publicação independente e programas de distribuição de livros nas escolas.

Segundo ela, a concentração de oportunidades em cidades como São Paulo dificulta o desenvolvimento de carreiras literárias em outras regiões.

“Falta políticas públicas, editais, mas não é um edital mais geral para artes. É um edital que é realmente focado para literatura, focado para distribuição de livros, inserção desses livros nas escolas. Se você insere os livros nas escolas, você tem uma grande compra do livro pelo governo para distribuição gratuita nas escolas, o que vai gerar milhares de coisas incríveis para os alunos, para o sistema de educação”, afirmou.

Monique contou que, mesmo após publicar pela Companhia das Letras, continua exercendo diferentes atividades para manter sua renda, como ministrar oficinas, participar de eventos, realizar mentorias e desenvolver projetos independentes.

“A gente, autor no Brasil, que diz que vive de literatura, a gente vive de literatura, sim, mas a gente faz milhares de coisas. Então, a gente faz prefácios, a gente edita livros de outras pessoas, a gente dá aulas, a gente faz mentoria literária. Tem os eventos, tem os royalties dos livros. Eu mesma continuo publicando minhas zines independentes também”, explicou.

A escritora também rejeitou a divisão entre literatura considerada superior e inferior. Para ela, livros populares entre jovens podem estimular o hábito da leitura e abrir caminho para o contato com diferentes autores e gêneros.

“Eu não acredito numa literatura alta e baixa. Eu acho que a literatura tá aí para divertir, para questionar. Eu escrevo livros que não são livros relaxantes, mas eu, como leitora, gosto de ler outros estilos diferentes do que eu escrevo”, afirmou.

Na avaliação de Monique, o importante é ampliar o repertório dos leitores, sem desvalorizar suas preferências.

“O que incomoda é que o repertório seja sempre o mesmo e muito direcionado pelo mercado, quando a gente vê que as pessoas estão comprando livro pela lista de mais vendidos. Acho que a gente deve estimular, como professores e como pessoas que têm alguma criança, algum adolescente na família, apresentar para eles outras coisas aos poucos, sabe? E não criticar o que eles gostam”, completou.

Novo romance será ambientado em uma fábrica na Amazônia

Além de comentar Degola, Monique revelou que já trabalha em um novo romance. A próxima obra será ambientada em uma fábrica têxtil na Amazônia, mantendo o interesse da escritora pelas relações sociais e pela história da região.

A autora contou que avançou na produção durante uma residência literária de três meses na Universidade de Iowa, nos Estados Unidos. Ainda não há previsão de lançamento.

“O próximo livro, a única coisa que eu posso adiantar, é que vai se passar numa fábrica têxtil na Amazônia. Então, a gente vai para um ambiente fabril”, revelou.

Monique também explicou que não mantém uma rotina fixa de escrita. Como participa de eventos, ministra oficinas e desenvolve outras atividades, costuma escrever durante viagens, em hotéis e nos intervalos de trabalho.

A experiência vem desde o período em que atuava como repórter, quando aproveitava o tempo no transporte público e os intervalos na redação para escrever.

“Eu era repórter e adiantava as matérias no meu tempo de intervalo. Eu comia muito rápido, fazia o almoço muito rápido para escrever na redação, porque eu não tinha computador em casa. Ou eu escrevia no ônibus na volta para casa, já que demorava duas horas do serviço para minha casa. Escrevia trancada no banheiro da redação às vezes”, relembrou.

Para a autora, a produção literária exige disciplina, mesmo quando as condições de trabalho estão longe das ideais.

“Eu não posso me dar o luxo de não escrever. Porque eu sou uma trabalhadora, eu tenho esse trabalho, ele tem que ser feito de alguma maneira. A gente não pode esperar o momento perfeito para fazer as coisas, porque o momento perfeito não existe. É melhor fazer da forma como a gente consegue, nas brechas que a gente consegue”, concluiu.

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Igor Teixeira

Jornalista formado pelo Centro Universitário UNA, é repórter de política da 98FM. Tem passagens pela TV Alterosa e Itatiaia.

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