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Dino sugere pressão externa e fala em ‘tribunal do Facebook’ ao votar por rito conjunto no STF

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Ao votar no STF, Flávio Dino fala em "tribunal do Facebook" para justificar rito conjunto nos casos de Moraes e Mendonça. (Foto: Reprodução/TV Justiça)

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O ministro Flávio Dino defendeu a unificação dos processos envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF). Durante a sessão desta terça-feira (15), o magistrado sustentou que o julgamento conjunto garante o cumprimento isonômico do devido processo legal e impede que interferências externas ou pressões de redes sociais invadam a esfera estritamente jurídica do tribunal.

Ao fundamentar o posicionamento favorável à tramitação unificada, Dino criticou os julgamentos sumários baseados em engajamento digital ou em pesquisas de opinião pública para definir o rumo de investigações contra integrantes da Corte.

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“Nós não podemos adotar o direito penal do autor, o direito penal do tribunal do Facebook, da pesquisa de opinião pública. Para que serve o devido processo legal? Para impedir que esses juízos do senso comum invadam a seara jurídica.”

O magistrado apontou ainda que a apreciação isolada das denúncias poderia alimentar narrativas políticas externas e acertos de contas sem amparo na estrita análise dos fatos apurados pelos órgãos de controle.

“Se a gente não adotar uma resposta isonômica, vai me parecer que ele não está aqui pelos seus eventuais erros que devem ser apurados, mas porque o Trump não gostou, ou porque o Elon Musk não gostou, ou apoiadores do 8 de janeiro não gostaram.”

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Votação segue em andamento no plenário do STF

A votação segue em andamento no plenário do STF com divergências registradas entre os magistrados em relação ao rito do julgamento. Os ministros Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Flávio Dino votaram no mesmo sentido ao defenderem o processamento conjunto das demandas, enquanto o presidente da Corte, ministro Luiz Edson Fachin, abriu divergência e votou em sentido contrário ao trio.

Paralelamente aos votos apresentados, os ministros Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli optaram por não votar na sessão extraordinária desta terça-feira (15) que analisa o relatório da Polícia Federal sobre a relação entre Alexandre de Moraes e o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro. Cada um apresentou justificativa própria para se abster do julgamento: Nunes Marques declarou-se impedido para atuar no caso, enquanto Toffoli alegou suspeição por foro íntimo.

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Gustavo Macedo

Jornalista graduado pela PUC Minas em atividade na Rede 98 desde 2023

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