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Banco Central aponta R$ 5,1 bilhões esquecidos em bancos; veja como consultar

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Dinheiro esquecido: BC atualiza balanço e R$ 5,1 bilhões ainda podem ser resgatados por 22,6 milhões de pessoas e empresas. (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

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O Banco Central (BC) atualizou os dados do Sistema de Valores a Receber e informou que ainda existem R$ 5,12 bilhões em “recursos esquecidos” nas instituições financeiras do país. O levantamento oficial considera o montante contabilizado até junho deste ano e está disponível para resgate por clientes pessoas físicas e jurídicas.

Do valor total que segue retido nos bancos, a maior fatia pertence aos cidadãos: são R$ 3,77 bilhões destinados a 22,66 milhões de pessoas físicas. Já no setor corporativo, o saldo soma R$ 1,36 bilhão a ser devolvido para cerca de 2,1 milhões de empresas.

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O montante global de recursos esquecidos sofreu uma redução expressiva nos últimos meses, já que em março o saldo alcançava R$ 10,6 bilhões. Em maio, esse número havia recuado para R$ 6,2 bilhões após movimentações estratégicas realizadas pelo governo federal.

Destinação de recursos e regras para o resgate

A diminuição do saldo ocorreu porque cerca de R$ 5,7 bilhões foram transferidos para o Fundo de Garantia de Operações (FGO) no fim de maio. Essa quantia foi direcionada para cobrir eventuais calotes e viabilizar descontos nas negociações de dívidas do programa Desenrola 2.0.

Mesmo com o repasse ao fundo público, o BC mantém a consulta e o resgate liberados. Todo o processo, então, deve ser feito exclusivamente pelo portal oficial do Banco Central (valoresareceber.bcb.gov.br), que atende pessoas físicas, jurídicas e representantes de titulares falecidos.

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Para efetuar a retirada via sistema, o solicitante precisa obrigatoriamente fornecer uma chave PIX para a transferência direta do montante. Caso o usuário não possua uma chave cadastrada, será necessário, portanto, criá-la ou alinhar a forma de recebimento diretamente com a instituição financeira informada.

No caso de valores pertencentes a pessoas falecidas, o acesso exige que o solicitante seja herdeiro, inventariante ou representante legal devidamente comprovado. Assim, após a consulta no site e o preenchimento do termo de responsabilidade, a orientação é contatar o banco indicado para concluir a devolução.

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Gustavo Macedo

Jornalista graduado pela PUC Minas em atividade na Rede 98 desde 2023

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