As exportações brasileiras de café cresceram mais de 50% na primeira quinzena de setembro, na comparação com o mesmo período de 2025. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Nas duas primeiras semanas do mês, o país exportou quase 108 mil toneladas de café, o equivalente a 1,8 milhão de sacas. O resultado vem logo depois de o setor registrar recorde de embarques para um mês de agosto, o que indica que o ritmo forte de vendas ao exterior continuou em setembro.
Como ficaram os outros produtos
O café não foi o único item da pauta de exportação a avançar no período. Segundo a Secex, o desempenho por produto na primeira quinzena de setembro, sempre na comparação anual, ficou assim:
- Petróleo: alta de 75,6%
- Café: alta de mais de 50%
- Soja: alta de 9,2%
- Milho: queda de 16,7%
- Carne bovina: queda de 30,3%
A leitura geral é de avanço puxado por petróleo, café e soja, com perda de fôlego no milho e, principalmente, na carne bovina, que teve a maior retração entre os produtos acompanhados.
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Por que o número importa em Minas
Minas Gerais é o maior produtor de café do Brasil, com lavouras concentradas no Sul de Minas, no Cerrado Mineiro, nas Matas de Minas e na região de Chapada de Minas. Boa parte do café que sai pelos portos brasileiros nasce nessas regiões.
Na prática, um ciclo de exportação aquecido tende a sustentar a demanda pelo café mineiro e movimenta a cadeia que vive dela: produtores, cooperativas, armazéns, transportadoras e o comércio das cidades cafeeiras. É uma engrenagem que emprega em dezenas de municípios do interior e que sente rápido qualquer mudança no volume embarcado.
Os dados da Secex são parciais e cobrem apenas as duas primeiras semanas de setembro. O balanço fechado do mês, com o volume total exportado e o valor arrecadado, será divulgado pelo MDIC no início de outubro.
