O Hospital Belo Horizonte (HBH) avalia novas alternativas jurídicas e financeiras para tentar preservar as atividades da instituição após os credores rejeitarem o plano de recuperação judicial apresentado pela unidade.
A Assembleia Geral de Credores também rejeitou a proposta de concessão de um prazo adicional de 30 dias para que os próprios credores pudessem apresentar uma alternativa ao plano.
Com isso, a administração do hospital passou a analisar, junto aos assessores jurídicos e financeiros, quais medidas ainda podem ser adotadas para evitar a interrupção das atividades.
A decisão aumenta o risco de falência, mas não significa, neste momento, o encerramento imediato da unidade ou dos atendimentos.
Um dos principais credores do hospital foi contrário tanto ao plano de recuperação quanto à extensão do prazo para apresentação de uma proposta alternativa.
O plano apresentado pelo hospital previa o pagamento de aproximadamente 100 milhões de reais em dívidas ao longo de 144 meses, ou 12 anos, com carência de 36 meses. O passivo inclui dívidas trabalhistas e débitos com fornecedores e prestadores de serviços.
Como ficam os atendimentos
Os atendimentos seguem normalmente no Hospital Belo Horizonte. A instituição havia retomado, dois dias antes da assembleia da última quarta-feira(30/09), o funcionamento 24 horas do pronto atendimento, após cerca de dois meses de suspensão.
A estrutura conta com Clínica Médica, Cirurgia Geral e Ortopedia e foi dimensionada para receber até 300 pacientes por dia, além de serviços de diagnóstico, internação, centro cirúrgico e UTI. Nesta semana, foram 100 atendimentos diários, em média.
O hospital afirma que a continuidade da operação também envolve mais de 600 profissionais de saúde, prestadores de serviços e a rede assistencial de Belo Horizonte.
Histórico do pedido de recuperação
O processo de recuperação judicial foi iniciado pelo Grupo Gestho, responsável pelo hospital, em novembro de 2024. A Justiça aceitou o processamento em fevereiro de 2025, dando início ao período de proteção contra determinadas ações e execuções de credores.
A rejeição do plano, por si só, não determina o fechamento imediato do hospital.
Os próximos passos dependem da tramitação do processo judicial e das medidas que ainda podem ser apresentadas pelas partes.