PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

‘Moraes jamais poderia votar’, afirma especialista sobre sessão no STF

Siga no

Em entrevista ao Direto Ao Ponto, o especialista Berlinque Cantelmo aponta "incongruência" no STF e cobra Código de Ética para os ministros. (Foto: Flickr/STF e Reprodução/Rede 98)

Compartilhar matéria

Em entrevista ao programa Direto ao Ponto, da 98 News, o advogado especialista em Tribunais Superiores, Berlinque Cantelmo, criticou as manobras regimentais ocorridas na sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) da última terça-feira (15/9). O jurista classificou como subterfúgio a estratégia adotada para adiar a deliberação sobre a investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, apontando contradições no plenário.

Cantelmo destacou que a questão de ordem partiu de uma mensagem enviada pelo ministro Flávio Dino ao decano Gilmar Mendes. Para o especialista, a manobra buscou dar força política ao pedido, resultando em uma incoerência ao ver o próprio idealizador pedir vista da matéria.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

“Soa-nos como uma incoerência e uma incongruência procedimental muito grande essa questão de ordem ter sido suscitada pelo ministro Flávio Dino e ao final o próprio suscitante, ainda que não relator dela em plenário, pedir vista para analisar sua própria propositura.”

Empate no plenário e Código de Ética

Analisando a composição da Corte, o especialista projetou, então, um cenário de empate em 4 a 4 no retorno da votação, abrindo margem para a aplicação do princípio in dubio pro reo em favor de Moraes. Paralelamente, o jurista reforçou que esses episódios escancaram a falta de balizas claras de conduta na Suprema Corte.

“Isso tudo só acontece porque até hoje nós não temos a materialização de um código de ética dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Esse limbo interpretativo acaba por nos levar a esse tópico de incoerência, mas jamais o ministro Alexandre Moraes poderia votar nessa circunstância.”

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Insegurança jurídica

Para o advogado, o clima de tensão no plenário e as trocas de acusações entre os magistrados geram uma forte sensação de insegurança em todo o país. Essa volatilidade, portanto, compromete a previsibilidade dos julgamentos e afeta a reputação das instâncias superiores.

“Se há esse repasse de intranquilidade à sociedade, imaginem do ponto de vista prático com relação à segurança jurídica e à intranquilidade com relação à modulação e perspectiva metamórfica das decisões que perpassam pelo crivo da nossa Suprema Corte.”

Compartilhar matéria

Siga no

Gustavo Macedo

Jornalista graduado pela PUC Minas em atividade na Rede 98 desde 2023

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Notícias

‘Sem os ministros do Lula no Supremo, a democracia vive’, diz Flávio Bolsonaro

José Sarney recebe alta após três dias internado com pneumonia

‘Assumam que estão ferrados’: mensagens expõem tensão entre Gilmar, Kassio e Fux

TRE-MG rejeita recurso de Eduardo Cunha e mantém candidatura barrada em Minas

Justiça nega pedido de Ruy Muniz para suspender condenação e afastar inelegibilidade

Lula diz que Fachin tem ‘responsabilidade’ de evitar que crise no STF atrapalhe as eleições

Últimas notícias

Adolescente é atacada por enxame de abelhas e leva mais de 100 picadas na porta da escola em Ibirité

Relembre a última vitória do Atlético por três gols de diferença em mata-matas internacionais

‘Produtividade sem estratégia não gera lucro’, diz especialista sobre o uso de IA em empresas

China endurece regras de controle de viagens e impede saída de profissionais do setor de tecnologia

Romero não tem lesão confirmada, mas deve desfalcar o Cruzeiro no Brasileirão 

BH tem setembro mais chuvoso dos últimos 20 anos, e previsão indica mais chuva

Sponsors Day: Belo Horizonte sedia evento inédito sobre o mercado de patrocínios no Brasil

Novo Cissé? Atlético contrata joia nigeriana de 18 anos

Pré-venda de Zelda Ocarina of Time esgota em 10 minutos no Brasil