A estação Novo Eldorado, em Contagem, foi inaugurada nesta segunda-feira (9/1) e passou a integrar o sistema do metrô da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). O novo terminal amplia em 1,7 quilômetro a Linha 1 e marca a primeira inauguração de uma estação desde 2002. A última a ser entregue havia sido a Vilarinho.
Com investimento de cerca de R$ 96 milhões, o novo trecho deve atender aproximadamente 7 mil passageiros por dia. A estação fica na Via Expressa e facilita a integração de usuários de linhas metropolitanas vindas de Betim, Contagem e Esmeraldas, reduzindo o tempo de deslocamento até BH e outras cidades da região.
A estrutura tem 1,9 mil metros quadrados de área construída e foi projetada com acessibilidade total, incluindo elevadores, escadas rolantes, sinalização em braile e piso podotátil. O espaço conta ainda com máquinas de autoatendimento e uma galeria de lojas, voltadas ao atendimento cotidiano dos passageiros.
Além do impacto direto no transporte, a estação também cria uma nova rota de circulação para pedestres. As passarelas de acesso funcionam 24 horas por dia e passam a conectar áreas comerciais e de serviços de bairros que antes eram separados pela linha férrea e pela Via Expressa.
De acordo com a concessionária responsável pelo modal, a Metrô BH, nos dois primeiros dias de funcionamento da Nova Eldorado – terça (10/2) e quarta-feira (11/2) – os passageiros não pagarão pela passagem caso embarquem na nova estação.
Expansão rumo ao Barreiro
As obras da Linha 2 do metrô avançam em diferentes frentes e vão levar o sistema até a região do Barreiro. O projeto prevê 10,5 quilômetros de extensão e a construção de sete novas estações: Nova Suíça, Amazonas, Nova Gameleira, Nova Cintra, Vista Alegre, Ferrugem e Barreiro, ampliando de forma significativa a cobertura metroviária em Belo Horizonte e na Região Metropolitana.
Segundo o vice-governador Mateus Simões (PSD), a implantação da linha já entrou em uma fase mais concreta, com intervenções físicas ao longo do traçado. “As obras das outras estações já estão de alguma forma lançadas, porque a gente já fez as desapropriações. Nós estamos fazendo a parte de nivelamento de terreno, já estamos lançando trilhos”, afirmou na inauguração da Novo Eldorado.
Antecipação de prazos e novos trens
A expectativa do governo é que as duas primeiras estações da Linha 2 — Nova Suíça e Amazonas — entrem em operação ainda em 2026. Quando estiver em pleno funcionamento, a nova linha deve transportar cerca de 50 mil passageiros por dia, com impacto direto na redução do tempo de deslocamento e na pressão sobre o tráfego viário da capital e da região metropolitana.
Mateus Simões afirmou que o cronograma da Linha 2 já apresenta quase um ano de antecipação. “A gente tem conseguido antecipar, a Linha 2 está com quase 1 ano de antecipação do cronograma previsto inicialmente para ela. No caso das estações Amazonas e Nova Suíça, quase 1 ano, isso vai ser reproduzido para o restante das estações”, disse.
O vice-governador também relacionou essa aceleração à chegada de novos trens ao sistema metroviário. “O primeiro já chegou, mas a gente tem ainda esse ano mais cinco trens novos chegando”, afirmou Simões.
Cronograma e funcionamento total da linha
Oficialmente, o funcionamento integral da Linha 2 está previsto para 2028. No entanto, o governo trabalha com a possibilidade de antecipar esse prazo, a partir do ritmo atual das obras, da execução da infraestrutura e da implantação dos sistemas operacionais.
Segundo Simões, a conclusão pode ocorrer antes do calendário formal. “A gente tem certeza que nós não chegaremos até março de 2028 para completar as outras estações até o Barreiro”, afirmou. Ele reforçou a projeção de antecipação. “A minha expectativa é que em 2027 a gente esteja com a linha completamente funcional, chegando até a última estação, que é a do Barreiro”, disse.
Investimentos e fontes de recursos
O conjunto de obras que envolve a modernização e expansão da Linha 1 e a conclusão da Linha 2 soma investimento estimado em R$ 3,7 bilhões. Desse total, cerca de R$ 2,8 bilhões são recursos do Governo Federal e R$ 449 milhões vêm do Governo de Minas, com verbas oriundas do acordo de reparação pelo rompimento da barragem em Brumadinho.