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Economista explica o que é estresse financeiro e como buscar o equilíbrio nas finanças (98 News/Reprodução)

Economista explica o que é estresse financeiro e como buscar o equilíbrio nas finanças (98 News/Reprodução)

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Dificuldade para aumentar a renda, controlar as finanças e cortar os gastos. Essas são as principais causas do estresse financeiro que afeta milhões de brasileiros — inclusive os que têm rendimentos mais altos.

A constatação está em um levantamento da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), e serve de alerta para um problema que já impacta a saúde, o ambiente familiar e até a produtividade no trabalho. A 98 News recebeu nesta quinta-feira (10/7) a economista Luciana Ballesteros para entender o cenário e o que pode ser feito para aliviar a pressão nas finanças.

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A economista explica que que o estresse financeiro não está necessariamente ligado ao valor da renda, mas sim à forma como o orçamento é conduzido.

“É um erro comum as pessoas associarem a renda a estresse financeiro. E essa mesma pesquisa da Anbima aponta que o estresse está muito mais conectado com o quanto a pessoa gasta menos da renda. Então, às vezes a pessoa tem uma renda de R$ 2.000, mas consegue ter um orçamento familiar inferior, consegue ter uma sobra financeira. […] Famílias que gastam mais do que ganham, 70% vivem um nível altíssimo de estresse.”

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Planejamento é chave, não apenas o corte

Luciana destaca que o corte de gastos costuma ser uma medida corretiva, adotada após o descontrole. O ideal, segundo ela, seria agir de forma preventiva, com planejamento e gestão mensal.

“O corte de gastos já é o corretivo, né? Já é depois que eu tô apertado. A palavra chave é sobre a gestão, sobre o planejamento financeiro. […] O importante seria a família, antes de começar o mês, ou pensar nos próximos 12 meses, entender quanto vai ter de renda e colocar na ponta do lápis os gastos comprometidos. […] O que acontece muitas vezes é que as pessoas não se planejam e fazem compras por impulso ou parcelam sem avaliar. Aí perdem o controle e entram nessa espiral negativa.”

Efeitos no corpo, na casa e no trabalho

A pressão financeira constante impacta diretamente a saúde mental e a convivência familiar. Mas os reflexos também aparecem no desempenho profissional e até em doenças, segundo a especialista.

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“Pessoa que acorda e fica com esse nível de estresse o tempo inteiro, recebendo cobrança, sabendo que vai ter que abrir mão de alguma conta ou de um pedido do filho, isso causa um estresse absurdo. […] Ela vai ser logicamente menos concentrada no trabalho, tende a ter um nível de estresse maior junto com a família. […] O equilíbrio financeiro é um pilar fundamental.”

Mulheres são mais impactadas

Um dos recortes da pesquisa revela que 60% das mulheres vivem altos níveis de estresse financeiro — percentual bem maior do que o dos homens, que é de 41%. Para Luciana, a explicação está no comportamento:

“A mulher é aquela que tem a preocupação com o zelo da família. Vai garantir que não falte alimento, que vai ter o jantar, que o menino vai estar com a roupa. […] As mulheres gastam essa energia se preocupando mais com a família do que com o bem delas. […] Na hora de investir também são mais cautelosas e preocupadas.”

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O que pode ser feito?

Luciana divide as orientações práticas em dois grupos: quem ainda não se endividou, e quem já ultrapassou o limite do orçamento. “Para quem não tá endividado, o mais importante é planejamento. Entender quanto vai ganhar, quanto pode gastar, listar os gastos e fazer escolhas. E de preferência, fazer de uma forma que consiga fazer sobrar.”

Ela lembra que poupar e investir são práticas ainda pouco difundidas no Brasil, mas podem aliviar a pressão com o tempo. “Muitas vezes, as pessoas acham que a única forma de ganhar dinheiro é trabalhando. Mas se o dinheiro sobra, e você coloca ele no banco, especialmente no Brasil, que tem juros altos, você consegue fazer dinheiro com o dinheiro. […] Isso são os juros dos investimentos.”

Já para quem está no vermelho, a recomendação é tomar atitudes imediatas. Aumentar a renda e renegociar dívidas são os primeiros passos.

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“É atitude. Levantar de manhã e agir. Pensar como você pode ganhar um pouquinho a mais: hora extra, vender algo, alguém da casa pode ajudar? […] E depois olhar para os gastos: onde tá indo meu dinheiro? O que posso cortar? Entrar em negociação com o banco. […] Se tiver com um cartão atrasado, por exemplo, ligar e perguntar como parcelar. Assim você entra no mês seguinte sabendo que vai conseguir, no mínimo, zerar a conta.”

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Roberth R Costa

Atuo há quase 13 anos com jornalismo digital. Coordenador Multimídia. Rede 98 | 98 News

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