A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) lamentou publicamente, em nota oficial, a nova sobretaxa imposta pelos Estados Unidos às exportações de produtos brasileiros. A entidade manifestou profunda preocupação com os efeitos da medida e classificou a decisão de Washington como altamente prejudicial.
“A decisão é especialmente prejudicial por se limitar de forma unilateral ao Brasil, o que reduz significativamente a competitividade do país perante concorrentes globais”, disse a Fiesp. Para o grupo, a retaliação decorre diretamente de escolhas do governo brasileiro na política externa.
Segundo o comunicado, a opção de Brasília por “ruídos diplomáticos desnecessários, críticas personalistas e discursos eleitorais” acabou por minar vínculos construídos em mais de 200 anos de cooperação. A Fiesp afirmou que uma condução estritamente técnica poderia ter evitado o desgaste.
Pedágio sobre exportações e busca por novas isenções
“O mercado norte-americano é o principal destino de produtos brasileiros de alto valor agregado”, lembrou o presidente da Fiesp, Paulo Skaf. Para o executivo, o novo pedágio agrava desafios que já são crônicos no país. Ele citou a alta carga tributária e as elevadas taxas de juros como exemplos.
A entidade empresarial reafirmou seu compromisso com a diplomacia corporativa para tentar reverter ou mitigar os estragos no setor industrial. Representantes da federação pretendem trabalhar de forma direta junto a parceiros comerciais norte-americanos nas próximas semanas.
O foco imediato do grupo empresarial envolve a negociação para ampliar a lista de produtos brasileiros isentos da sobretaxa. Dessa forma, a Fiesp espera aliviar o peso do tarifaço sobre as fábricas instaladas no país e proteger a balança comercial nacional.
