Os desafios econômicos do agronegócio brasileiro e os impactos da geopolítica internacional estiveram entre os principais temas debatidos no Eloos Agro, realizado nesta segunda-feira (01/06), em Belo Horizonte.
Durante o evento, o senador Flávio Bolsonaro fez críticas à condução da política econômica do governo federal e defendeu maior previsibilidade para o setor produtivo.
Ao abordar o cenário econômico, o parlamentar associou o aumento do endividamento dos produtores rurais ao crescimento dos gastos públicos, da carga tributária e dos juros no país. Segundo ele, a combinação desses fatores tem dificultado o acesso ao crédito e pressionado os custos da produção.
“O agro respira por aparelhos, consegue manter uma pujança ainda apesar do atual governo. A razão do endividamento é exatamente essa gastança desenfreada do governo Lula”, afirmou.
Flávio Bolsonaro também criticou o aumento da carga tributária e defendeu maior controle das contas públicas como forma de reduzir a pressão sobre a economia e o setor produtivo. Segundo o senador, o governo tem recorrido com frequência à criação ou ampliação de tributos para elevar a arrecadação.
“A todo momento o governo procura onde aumentar tributos, criando novos impostos ou ampliando os já existentes. É uma insanidade. A carga tributária já ultrapassou 32% do PIB e a dívida pública está caminhando para 10 trilhões de reais”, afirmou.
Durante o painel o senador relatou encontros recentes com investidores e representantes de governos do Oriente Médio. Segundo ele, questões ligadas à segurança jurídica e à previsibilidade regulatória aparecem entre os principais obstáculos apontados por investidores estrangeiros interessados no mercado brasileiro.
As declarações foram feitas durante o Eloos Agro, encontro que reuniu autoridades, lideranças do setor e especialistas para discutir os desafios do agronegócio brasileiro diante das transformações econômicas, climáticas e geopolíticas.
O evento ocorreu no Parque de Exposições da Gameleira, em Belo Horizonte, e promoveu debates sobre competitividade, segurança alimentar, mercado internacional e os impactos das políticas públicas sobre a produção rural.
