PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Haddad diz que caso Master pode ser a maior fraude bancária do país

Siga no

Ministro apoia atuação do BC e destaca impacto no Fundo Garantidor (Valter Campanato/Agência Brasil)

Compartilhar matéria

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (13/1) que o episódio envolvendo o Banco Master pode vir a ser classificado como a maior fraude bancária já registrada no Brasil. De acordo com ele, o governo federal acompanha de forma contínua as ações do Banco Central (BC) desde a decretação da liquidação da instituição e mantém contato direto com a autoridade monetária.

Ao comentar o caso, Haddad destacou a necessidade de cautela diante da dimensão das suspeitas. “O caso [Master] inspira muito cuidado. Podemos estar diante da maior fraude bancária da história do país. Então temos que tomar todas as cautelas devidas, com as formalidades, garantindo todo o espaço para a defesa se explicar, mas, ao mesmo tempo, sendo bastante firmes na defesa do interesse público”, declarou.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Segundo o ministro, o diálogo com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, tem sido diário. Haddad fez questão de manifestar apoio explícito ao trabalho conduzido pela equipe do BC na condução do processo de liquidação. “Estou absolutamente seguro com o trabalho que o Galípolo e a equipe fizeram. É um trabalho muito robusto”, afirmou durante conversa com jornalistas.

Na avaliação do ministro, a condução do caso exige rigor técnico e transparência, não apenas pela gravidade das suspeitas, mas também pelo potencial efeito do episódio sobre a credibilidade e a estabilidade do sistema financeiro nacional.

Diálogo com órgãos de controle

Haddad informou ainda que discutiu o caso com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo. Segundo ele, houve avanços na interlocução entre o tribunal e o Banco Central.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O ministro citou a reunião realizada na segunda-feira (12) entre Gabriel Galípolo, Vital do Rêgo e o relator do processo no TCU, ministro Jhonatan de Jesus. De acordo com Haddad, o encontro indicou alinhamento quanto à leitura dos fatos e aos procedimentos adotados pelo BC.

“Aparentemente, houve uma boa convergência em relação à leitura dos fatos e à importância da apuração”, disse.

Repercussão sobre o FGC

Ao abordar os impactos práticos da liquidação do Banco Master, Haddad chamou atenção para o papel do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mecanismo responsável por proteger depositantes em casos de falência bancária. O ministro ressaltou que o fundo é sustentado por todo o sistema financeiro, inclusive por bancos públicos.

“O FGC é composto por recursos de todo o sistema, inclusive de bancos públicos, como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal”, afirmou.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Com a liquidação da instituição, o FGC deverá assegurar o pagamento de depósitos elegíveis de até R$ 250 mil por pessoa física, conforme as normas em vigor. Para Haddad, o caso reforça a importância de instrumentos de proteção aos correntistas e de salvaguardas para evitar riscos sistêmicos.

O ministro concluiu afirmando que a apuração completa dos fatos será essencial para esclarecer responsabilidades e prevenir a repetição de episódios semelhantes no sistema financeiro brasileiro.

Com informações de Agência Brasil

Compartilhar matéria

Siga no

Thiago Cândido

Jornalista pela UFMG. Repórter na 98 desde 2025. Participou de reportagens vencedoras do Prêmio CDL/BH de Jornalismo 2024 e Prêmio Mercantil de Jornalismo 2025.

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Notícias

Oposição intensifica pressão por impeachment de Toffoli após revelações sobre Banco Master

Quem é André Mendonça, novo relator do caso Banco Master no STF

André Mendonça assume relatoria do caso Master no STF após saída de Dias Toffoli

Justiça de SC autoriza e corpo de cão Orelha é exumado

Ministros do STF veem ‘plena validade’ e endossam atos de Toffoli no caso Master

Dias Toffoli se reune com o STF e deixa relatoria do caso do Banco Master

Últimas notícias

ReciclaBelô! Copasa e catadores de recicláveis transformam o Carnaval de BH 2026

BH entra no mapa dos prédios de luxo assinados por marcas

Bruno Rodrigues é oferecido ao Cruzeiro, que avalia o retorno do atacante

Sábado de Carnaval: mudanças no trânsito começam de madrugada e se intensificam durante o dia

Carnaval em BH: roteiro de blocos de bike e trilhas perto

Fevereiro testa a liderança: discurso resiste à pressão?

Marcas chinesas devem dobrar fatia no mercado até 2030

PBH anuncia R$ 45 milhões para cultura em 2026; veja o calendário de editais

Livro: “Comece pelo porquê” e o Golden Circle de Sinek