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Murilo Graciano marcou presença na 98 News (98 News/Reprodução)

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Durante a Feira Internacional de Pedras Preciosas, realizada em Teófilo Otoni, um tema específico ganhou espaço entre os debates do setor: o futuro da mineração artesanal de pequena escala, especialmente voltada para a extração de gemas no Vale do Jequitinhonha e em outras regiões de Minas Gerais.

Apesar da tradição e importância econômica, a atividade ainda opera, em muitos casos, à margem da legalidade. Para mudar esse cenário, o sindicato das joalherias e gemas (SindJoias a AjoMig) apresentou um manifesto propondo medidas para garantir a legalização e valorização do setor.

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Mineração de baixo impacto

O presidente do sindicato, Murilo Graciano, destaca que é preciso diferenciar a mineração artesanal da mineração de grande porte, associada a tragédias ambientais. Ele falou sobre o assunto na 98 News nesta quarta-feira (16/7).

“O tipo de mineração que nós estamos defendendo aqui é a mineração artesanal, a mineração de pequena escala, que é a preponderância da atividade de extração das pedras preciosas que nós temos tão abundantemente no nosso estado. É uma mineração de baixíssimo impacto ambiental, com fácil recuperação das áreas de extração e uso de pequenos equipamentos”, explica.

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Atividade tradicional e ainda informal

Mesmo com sua relevância, a mineração artesanal continua majoritariamente informal. Segundo Graciano, isso é reflexo de um processo histórico e regional. “São atividades, muitas vezes, operadas dentro das próprias famílias, dos mineradores, dos garimpeiros. A própria família opera aquela atividade sem uso de equipamentos”, diz.

Ele alerta que, apesar da diversidade e abundância mineral do estado, há hoje uma crise de abastecimento no setor de gemas, provocada pela falta de formalização da cadeia.

Manifesto cobra atenção do poder público

A proposta do manifesto é chamar atenção do Estado e da União para a importância de criar um tratamento jurídico mais adequado à realidade do setor. “Nós temos hoje uma regulação que é a mesma para a atividade artesanal e para grandes empresas de mineração. Na nossa leitura, isso é desproporcional”, afirma Graciano.

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Segundo ele, o objetivo não é criar um novo marco regulatório, mas adaptar o que já existe. “O manifesto tem o intuito dessa conscientização de chamar atenção do poder público para esta atividade, da importância em termos econômicos para os municípios, para o Estado e também para a União.”

Interesse dos trabalhadores e entraves jurídicos

O presidente do SindJoias afirma que a regularização é bem vista pelos trabalhadores da ponta, que desejam operar dentro da legalidade. “Essas pessoas são os grandes descobridores dos minerais, e eles não querem continuar trabalhando na ilegalidade. Muitos já saíram da atividade por conta das fiscalizações. Queremos retê-los e valorizá-los.”

Apesar do entusiasmo do setor, ele reconhece que ainda há entraves jurídicos. “Queremos um marco regulatório que seja implementado e desenvolvido com apoio do poder público, seja a nível estadual ou federal”, conclui.

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Roberth R Costa

Atuo há quase 13 anos com jornalismo digital. Coordenador Multimídia. Rede 98 | 98 News

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