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IA pressiona recursos naturais: acionistas cobram big techs por uso de água e energia

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A expansão dos sistemas de IA tem exigido estruturas cada vez mais robustas para processamento de dados (Pixabay)

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Investidores de grandes empresas de tecnologia passaram a pressionar companhias como Amazon, Google e Microsoft por mais transparência sobre os impactos ambientais dessas operações. A cobrança ocorre às vésperas das assembleias anuais, segundo reportagem da Reuters.

Pressão cresce com avanço da inteligência artificial

A expansão dos sistemas de IA tem exigido estruturas cada vez mais robustas para processamento de dados. Esses centros consomem grandes volumes de energia elétrica e água, principalmente para resfriamento dos servidores.

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Nos últimos meses, o tema ganhou força após a suspensão ou revisão de projetos de novos data centers pelas próprias big techs, diante da pressão de comunidades locais preocupadas com os impactos ambientais.

Metas climáticas entram em xeque

Gestoras de ativos começaram a questionar se as empresas conseguirão cumprir compromissos climáticos assumidos nos últimos anos.

Um dos casos envolve o Google, que havia prometido reduzir suas emissões em 50% até 2030. Segundo investidores, no entanto, o movimento recente foi inverso, com aumento de emissões sem detalhamento claro sobre as causas.

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A cobrança inclui a exigência de planos concretos para alinhar o crescimento da inteligência artificial às metas ambientais.

Consumo de água entra no radar global

O uso de água pelos data centers também passou a ser monitorado com mais rigor.

Dados da consultoria Mordor Intelligence indicam que essas estruturas consumiram quase 1 trilhão de litros de água na América do Norte em 2025, volume equivalente à demanda anual de uma cidade como Nova York.

Investidores afirmam que as informações divulgadas ainda são insuficientes. Empresas como Meta e Google não detalham completamente o consumo em estruturas terceirizadas ou em expansão, o que dificulta a avaliação de riscos.

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Pressão inclui cadeia de tecnologia

A cobrança não se limita às plataformas digitais. Empresas como a Nvidia, que domina o fornecimento de chips para inteligência artificial, também estão sendo pressionadas a apresentar estratégias ambientais mais claras.

A preocupação dos investidores é que o crescimento acelerado da IA gere ganhos no curto prazo, mas aumente riscos ambientais e financeiros no longo prazo.

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Roberth R Costa

Atuo há quase 13 anos com jornalismo digital. Coordenador Multimídia. Rede 98 | 98 News

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