A Raízen confirmou nesta quarta-feira (11/3) que protocolou um pedido de recuperação extrajudicial na Justiça de São Paulo para renegociar cerca de R$ 65,1 bilhões em dívidas financeiras.
A informação foi divulgada em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e havia sido antecipada pelo sistema de notícias Broadcast, do Grupo Estado.
Plano foi negociado com credores
Segundo a companhia, a recuperação extrajudicial foi estruturada de forma consensual com os principais credores financeiros quirografários.
O objetivo, segundo a empresa, é garantir segurança jurídica para a renegociação das obrigações financeiras, que somam aproximadamente R$ 65,1 bilhões, além de incluir outros créditos entre empresas do próprio grupo.
De acordo com a Raízen, o plano já conta com adesão de credores que representam mais de 47% das dívidas financeiras quirografárias. Esse percentual é suficiente para o pedido de recuperação extrajudicial e indica apoio relevante ao processo de reestruturação.
Prazo de 90 dias para homologação
Pela legislação brasileira, a empresa terá 90 dias para alcançar o percentual mínimo necessário de adesão dos credores e obter a homologação judicial do plano. Caso isso ocorra, os novos termos de pagamento passam a valer para 100% dos créditos incluídos na recuperação extrajudicial.
Reestruturação pode incluir venda de ativos
A empresa informou que o plano de reestruturação pode envolver diferentes medidas financeiras, como:
- capitalização pelos acionistas
- conversão de parte das dívidas em participação acionária
- substituição de dívidas atuais por novos títulos
- reorganizações societárias
- venda de ativos do grupo
Operação da empresa segue normal
A Raízen destacou que o pedido de recuperação extrajudicial tem escopo estritamente financeiro e não envolve obrigações com clientes, fornecedores, revendedores ou parceiros comerciais.
Segundo a empresa, todas as operações seguem normalmente, incluindo atendimento a clientes e execução dos planos de negócios.
