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ET de Varginha, Minas Gerais: maior mistério ufológico do Brasil completa 30 anos

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Memorial do ET de Varginha atrai visitantes e turistas de todo o mundo (Prefeitura de Varginha/Divulgação)

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Especial 30 Anos

Do avistamento das meninas à misteriosa morte do policial Marco Chereze: entenda cronologicamente o caso que transformou o Sul de Minas na capital mundial da Ufologia e o que há de novo nas investigações três décadas depois.

Por Roberth R Costa | Atualizado em: 07/01/2026
Em 20 de janeiro de 1996, o Brasil parou. Não por causa do futebol ou da política, mas devido a um relato vindo do Sul de Minas Gerais. O Caso Varginha completa 30 anos em 2026, consolidado não apenas como uma lenda urbana, mas como o incidente ufológico mais complexo, documentado e controverso do hemisfério sul.
Ao contrário de casos em áreas rurais remotas, Varginha aconteceu à luz do dia, em área urbana, envolvendo bombeiros, militares, médicos e civis. Neste dossiê especial, reconstruímos a linha do tempo, analisamos as evidências biológicas e mostramos como a cidade ressignificou o trauma.

1. O Contexto: Por que Varginha?

Para entender o caso, é preciso olhar para o mapa. Em 1996, Varginha era um polo cafeeiro estratégico, mas o detalhe crucial era sua vizinhança militar: a ESA (Escola de Sargentos das Armas), em Três Corações, fica a poucos quilômetros de distância.
Mapa da Região de Varginha e ESA
A proximidade com bases militares é um dos fatores chave do incidente.
Ufólogos apontam que, dias antes do 20 de janeiro, o sistema de defesa aérea (CINDACTA) já monitorava objetos não identificados na região. Relatos de moradores de Alfenas sobre “charutos voadores” indicavam que algo estava buscando — ou perdendo — altitude no Sul de Minas.

📁 Cronologia do Contato: 20/01/1996

A sequência de eventos reconstruída através de inquéritos e testemunhos civis:

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08:00
A Primeira Captura: O Corpo de Bombeiros é acionado para capturar um “animal estranho” no Jd. Andere. Caminhões do Exército chegam rapidamente e assumem a custódia da criatura.
15:30
O Encontro das Meninas: Kátia Xavier, Liliane Silva e Valquíria Silva atravessam um terreno baldio e veem a segunda criatura agachada junto a um muro. O medo estampado no rosto do ser — descrito como um pedido de socorro — gera pânico.
NOITE
A Tempestade e a Remoção: Uma forte chuva de granizo cai sobre a cidade. Sob a proteção do caos climático, comboios militares são vistos se deslocando. Acredita-se que as criaturas foram levadas para a ESA e, depois, para a Unicamp.

2. A Anatomia do Contato

O relato das três jovens foi tão consistente que se tornou o “rosto” do caso. Elas não descreveram um monstro de filme, mas um ser biológico ferido. Segundo uma delas, a criatura parecia acuada.
Característica Descrição das Testemunhas
Cabeça Desproporcional, formato de coração, com três protuberâncias ósseas no topo.
Olhos Vermelhos, grandes, sem pupila, projetados para fora das órbitas.
Pele Marrom-escura, oleosa/viscosa, com veias saltadas no pescoço.
Odor Forte cheiro de amônia e enxofre, persistente no local.

3. A Tese do “Mudinho” vs. Realidade

A versão oficial do Inquérito Policial Militar (IPM) entrou para a história como uma das explicações mais contestadas de todos os tempos. O Exército alegou que as meninas confundiram a criatura com Luiz Antônio de Paula, o “Mudinho”, um morador local com deficiência mental.
A tese não se sustenta por dois motivos principais: Familiaridade (as meninas conheciam o Luizinho) e Meteorologia (o Exército alegou que ele estava sujo de lama da chuva, mas a tempestade só ocorreu horas depois do avistamento).

4. A Morte de Marco Eli Chereze

O capítulo mais trágico do caso envolve o policial militar Marco Eli Chereze. Integrante do serviço de inteligência (P2), ele teria capturado a segunda criatura “no braço”, sem luvas de proteção.
Dias depois, Chereze desenvolveu um abscesso na axila que evoluiu para uma infecção generalizada fulminante. Ele faleceu em 15 de fevereiro de 1996. A causa da morte, uma sepse por agente desconhecido, reforça a tese de contato com uma bactéria ou vírus exógeno.

5. Varginha 2026: O Legado

Três décadas depois, Varginha parou de brigar com seu passado. A cidade decidiu celebrá-lo. O Novo Memorial do ET, reinaugurado em janeiro de 2026, mistura ciência e cultura pop, atraindo turistas do mundo todo.
Memorial do ET e Caixa D'água
Cidade conta com esculturas que mostram a criatura.
Além disso, o aniversário de 30 anos deflagrou uma “guerra dos documentários”, com novas produções da Globo e de cineastas internacionais trazendo à tona depoimentos de médicos e militares que, agora aposentados, perderam o medo de falar. E você, acredita no ET de Varginha?

Perguntas Frequentes (FAQ)

O ET de Varginha foi capturado vivo?
Relatos de militares e bombeiros indicam que pelo menos uma criatura foi capturada com vida pela manhã e outra à tarde. Uma terceira teria sido vista morta.
Para onde levaram as criaturas?
A rota traçada por pesquisadores aponta: Local da Captura → ESA (Três Corações) → Unicamp (Campinas/SP) → Possível transferência aérea para os EUA.
O que aconteceu com as meninas?
Kátia, Liliane e Valquíria sofreram muito estigma por décadas. Hoje, com a revisão histórica do caso em 2026, são vistas como sobreviventes de um evento traumático e respeitadas pela consistência absoluta de seus relatos.

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Roberth R Costa

Atuo há quase 13 anos com jornalismo digital. Coordenador Multimídia. Rede 98 | 98 News

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