PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

‘Eu consegui ver um buraco, luz e respirar’: soterrado em Juiz de Fora, homem sobrevive com ajuda de amigo

Siga no

(IMAGEM ILUSTRATIVA/Corpo de Bombeiros/Divulgação)

Compartilhar matéria

O barulho foi seco e repentino. Em segundos, Deivid Carlos da Silva estava soterrado nas ruínas de sua casa no Jardim Parque Burnier, na zona sudeste de Juiz de Fora. Preso nos escombros, ele tinha certeza de que não sairia vivo.

“Vou morrer, vou morrer. Só pensava nisso”, lembra.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Sem conseguir se mover durante uma hora e meia, já sem esperanças, o desespero de Deivid só foi interrompido quando percebeu que alguém tentava alcançá-lo.

“Meu amigo cavou com a mão, tirou uma pedra. Eu consegui ver um buraco, luz e respirar”, diz.

O amigo é Luiz Otávio Souza, também morador da região, que passou a madrugada ajudando no resgate dos vizinhos. Isso, mesmo com chuva forte e o risco de novos deslizamentos.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

“Estava tudo escuro. Só conseguia enxergar com lanterna. Chuva em cima, mas mantendo o trabalho, porque com vidas não se brinca”, diz.

A mulher e o filho de Deivid também foram retirados dos escombros com a ajuda dos moradores do bairro.

Enquanto ajudava a salvar os vizinhos, Luiz Otávio enfrentava uma angústia pessoal. Ele acompanhava as buscas por dois familiares, desaparecidos desde o deslizamento.

“Meu sobrinho, de 21 anos, e a mãe dele, de 41. Ele chegou do serviço, deixou a mochila em casa e foi vê-la. Aí veio o desabamento”, conta.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Mesmo sem dormir e sem comer direito, Luiz Otávio mantinha o ritmo de trabalho nos escombros.

“Enquanto não achar todo mundo, não vou parar. Todo mundo aqui é família, amigo. Não tem como deixar ninguém para trás. É uma dor para todos”, acrescenta.

As chuvas que atingiram a Zona da Mata mineira desde a última segunda-feira (23) provocaram uma sequência de deslizamentos, alagamentos e destruição em diferentes municípios. Segundo balanços preliminares, ao menos 30 mortes já foram registradas nos municípios de Juiz de Fora e Ubá.

O Rio Paraibuna transbordou, houve inundações e soterramentos. Bairros ficaram isolados e houve mais de 40 chamadas emergenciais por inundações e risco estrutural. A Defesa Civil estima 440 pessoas desabrigadas que já receberam acolhimento provisório. O governo federal reconheceu oficialmente o estado de calamidade em Juiz de Fora.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Compartilhar matéria

Siga no

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Minas Gerais

Supercélula: entenda tempestade rara que provocou destruição em Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata

PF mira quadrilha que levou ilegalmente mais de 200 brasileiros para os EUA

Zona da Mata registra mais de 30 mortos em decorrência das chuvas

TJMG: decisão que absolveu homem ‘casado’ com menina tem comando de IA e parágrafos repetidos

Presidente da ALMG, Tadeu Leite formaliza candidatura ao TCE

Calamidade pública: temporal em Ubá destroi policlínica, medicamentos e vacinas

Últimas notícias

Cissé e Ramadã: Atlético monta planejamento especial para volante mulçumano; entenda o ‘mês sagrado’

BH entra em alerta máximo para risco geológico em todas as regionais até segunda-feira

STF julga decisão de Dino que suspendeu pagamento de penduricalhos

BH tem 3 novos hospitais no programa ‘Agora Tem Especialidades’, e amplia atendimentos pelo SUS

Atlético busca primeira vitória no Campeonato Brasileiro contra o Grêmio; saiba onde assistir

Cruzeiro enfrenta o Corinthians buscando sair do Z-4 do Brasileirão; saiba onde assistir

Cruzeiro fará campanha de arrecadação no Mineirão para vítimas das enchentes na Zona da Mata

Em ‘despedida’ de Lucas Gonçalves, Atlético deve repetir time contra o Grêmio; veja provável escalação

Discurso motivacional pode mascarar problemas