Minas Gerais confirmou 39 casos de febre maculosa e 14 mortes pela doença neste ano, até 16 de setembro. Cerca de 36% dos pacientes diagnosticados morreram. Em Jeceaba, na região Central do estado, foram três mortes.
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), as notificações são monitoradas continuamente e, até o momento, o número de novos casos permanece dentro do esperado para o período. A Unidade Regional de Saúde de Barbacena acompanha a situação no município.
O estado registrou 90 casos e 20 mortes em 2023. Em 2024, foram 95 casos e quatro mortes. Já em 2025, Minas confirmou 48 casos e sete mortes.
A febre maculosa é transmitida pela picada do carrapato-estrela infectado. O risco aumenta em áreas onde há circulação de cavalos, capivaras e cães, como pastos, parques, reservas ecológicas e margens de rios e lagoas.
Vigilância em áreas de risco
A SES-MG informou que mantém ações de vigilância, investigação e prevenção. Entre as medidas estão o acompanhamento diário de casos em investigação, a emissão de alertas epidemiológicos e a orientação às Unidades Regionais de Saúde e aos municípios.
Também são realizadas capacitações para equipes de vigilância e o monitoramento ambiental de áreas de risco, em parceria com a Fundação Ezequiel Dias e as secretarias municipais de Saúde.
Para quem frequenta áreas com presença de carrapatos, a orientação é usar repelente à base de icaridina, que é uma substância sintética derivada da pimenta, roupas claras e compridas, calçados fechados e meias de cano longo. Também é recomendado examinar o corpo depois da exposição.
Tratamento está disponível no SUS
O tratamento da febre maculosa é feito com antimicrobianos e está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde. A medicação deve ser iniciada precocemente, nas fases iniciais da doença, para reduzir o risco de complicações e mortes.
*Estagiário sob supervisão do coordenador Victor Duarte
