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Plantão judiciário no Carnaval: tráfico lidera ocorrências em BH e violência doméstica no interior

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A Secretaria de Audiências de Custódia (SECAC-BH) realizou 239 audiências de prisão em flagrante na capital (Marcelo Almeida/TJMG)

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O TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) divulgou o balanço consolidado do plantão judiciário realizado durante o Carnaval de 2026, revelando duas realidades criminais distintas no estado entre os dias 14 e 18 de fevereiro. Enquanto a capital, BH, concentrou esforços no combate ao tráfico de drogas e viu crimes patrimoniais despencarem, o interior de Minas Gerais enfrentou uma onda severa de violência doméstica.

Belo Horizonte: tráfico de drogas

A Secretaria de Audiências de Custódia (SECAC-BH) realizou 239 audiências de prisão em flagrante na capital. O perfil das ocorrências demonstra uma estabilidade na demanda em relação a 2025, mas com mudanças qualitativas importantes.

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Tráfico de drogas: continua sendo o crime predominante, responsável por 124 flagrantes (mais de 50% do total).

Crimes patrimoniais (queda): o planejamento de segurança surtiu efeito, com redução expressiva nos furtos (caindo de 51 em 2025 para 30 em 2026) e roubos (redução de 25 para 10 casos).

Violência grave: não houve registro de feminicídio ou estupro de vulnerável nos dias oficiais da folia na capital.

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Perfil dos custodiados e vulnerabilidade social

O relatório traz um recorte social preocupante: 31 pessoas presas em flagrante declararam estar em situação de rua. Destas, três precisaram ser encaminhadas ao Programa de Atenção Integral ao Paciente Judiciário (PAI-PJ) por sofrimento mental. Nas decisões judiciais, houve equilíbrio técnico: 50,6% dos casos resultaram em prisão preventiva e 49,3% em liberdade provisória, muitas vezes condicionada ao uso de tornozeleira eletrônica.

Violência doméstica no interior

Fora da capital, os dados da Coordenadoria da Mulher em situação de violência doméstica (COMSIV) expõem a vulnerabilidade feminina durante as festividades. Foram 1.940 ocorrências gerais, sendo que 664 (34%) envolveram a Lei Maria da Penha.

Números da violência: foram contabilizados 23 feminicídios (tentados ou consumados), 288 ameaças e 223 lesões corporais.

Resposta rápida: o Judiciário deferiu 95,4% dos pedidos de medidas protetivas (356 concessões em 373 pedidos), garantindo o afastamento imediato dos agressores.

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Infância e juventude

O Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Autor de Ato Infracional CIA-BH) registrou 42 inquéritos envolvendo 57 adolescentes. Assim como entre os adultos, o tráfico de drogas motivou a maioria das apreensões de jovens na capital.

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Roberth R Costa

Atuo há quase 13 anos com jornalismo digital. Coordenador Multimídia. Rede 98 | 98 News

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